12 Junho 2024, Quarta-feira

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Utentes do Seixal contestam Plano de Emergência do Governo para a saúde

Utentes do Seixal contestam Plano de Emergência do Governo para a saúde

Utentes do Seixal contestam Plano de Emergência do Governo para a saúde

Comissão diz que o sector privado e social explora o filão da doença com o objectivo no lucro

A Comissão de Utentes da Saúde do Concelho do Seixal (CUSCS) não acredita na funcionalidade do Plano de Emergência para a Saúde (PES) apresentado pelo Governo AD, e afirma que este aponta para o “desmantelamento e privatização do Serviço Nacional de Saúde (SNS)”.

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Para a comissão, este plano não é mais do que a “submissão e o servilismo do Estado português aos ditames liberalizadores da União Europeia e dos grupos financeiros que a patrocinam”.

Em nota de Imprensa, a CUSCS denuncia que a actual situação do SNS, “carente de medidas estruturais”, resulta das decisões dos sucessivos governos do País de “transformar a Saúde num negócio da doença apetecível para os grupos privados do sector, que não param de crescer à custa do erário púbico”.

Para a CUSCS, o Plano de Emergência para a Saúde agora apresentado pelo executivo de Luís Montenegro “é mais do mesmo”, ou seja, “nada acrescenta de novo” e também nada acrescenta “ao convidar os privados e o sector social para o ‘negócio’, seja via do alargamento de serviços convencionados, seja pela criação das USF-C”. Diz a comissão, que tanto privados como sector social “sempre têm estado envolvidos, encaixando muitos milhares de milhões de euros, representando há muito uma fatia importante do orçamento do Ministério da Saúde”.

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Na mesma nota de Imprensa, a CUSCS acrescenta: “Enquanto o SNS assenta na prevenção ao longo da vida e no conceito de equipa de família, o sector privado e social explora o filão da doença, com o objectivo no lucro, e apenas em situações de menor complexidade clínica, porque as outras é o SNS que as resolve”.

Por outro lado, defende que é necessário “criar uma verdadeira atractividade e condições de fixação de médicos, enfermeiros, técnicos e auxiliares”. Portanto,  “não adianta o Governo anunciar a abertura de mais vagas a concurso, pois ficarão na sua maioria por preencher”.

E conclui que “tudo o que não leve em conta esta realidade, são apenas paliativos, que, mais tarde ou mais cedo, estão condenados ao fracasso e não resolvem a demora nas consultas e cirurgias e nos Meios Complementares de Diagnóstico e Terapêutica, nem outros problemas como o fecho rotativo das urgências, o tempo de espera dos utentes, falta de camas e o elevado número de utentes sem médico de família”.

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