Tempestade Marta obriga a realojar mais de 40 pessoas e ao corte de estradas

Tempestade Marta obriga a realojar mais de 40 pessoas e ao corte de estradas

Tempestade Marta obriga a realojar mais de 40 pessoas e ao corte de estradas

Deslizamento de terras e inundações. Autarcas de Almada, Montijo, Alcochete, Moita, Barreiro e Seixal falam sobre principais ocorrências

Mais de 40 pessoas retiradas de casa, inundações em habitações, estradas cortadas ao trânsito automóvel e falta de energia elétrica foram os principais impactos da passagem da tempestade Marta, no último sábado, pela Península de Setúbal.

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No concelho de Almada, um deslizamento de terras obrigou à retirada de 35 pessoas de três edifícios em S. João da Caparica, na Costa de Caparica, junto de uma arriba fóssil. O deslizamento de terras entrou num dos apartamentos, o que obrigou à evacuação imediata dos residentes por precaução, disse Inês de Medeiros, presidente da Câmara Municipal de Almada, que acompanhava os trabalhos da Proteção Civil no local da ocorrência, registada pelas 10h05 da manhã.

A autarca, em declarações à agência Lusa, avançou que a arriba encontra-se “ensopada” e que se formou uma espécie de cascata. A ocorrência, aparentemente, não afetou a estrutura de nenhum dos três edifícios, mas ainda não se sabia quando os residentes poderiam voltar a casa.

No concelho do Montijo, onde durante um período da tarde se verificou a falta de energia elétrica no centro da cidade, as situações de maior preocupação ocorreram na freguesia rural de Canha e na zona da Lançada, com sete pessoas a terem de ser realojadas.

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“Em Canha ficaram quatro pessoas desalojadas, na sequência do desabamento de uma parede de uma habitação. Foram acolhidas em casas de familiares. E na Lançada registaram-se três pessoas desalojadas, que foram encaminhadas para as instalações da AMUT [Academia Musical União e Trabalho, em Sarilhos Grandes], onde foram disponibilizadas camas e refeições”, revelou a O SETUBALENSE Fernando Caria, presidente da Câmara do Montijo, à saída de uma reunião com o dispositivo da Proteção Civil Municipal.

“Em Canha foi cortado o trânsito nas estradas 521 e 533, e na Lançada também tiveram de ser interditadas algumas artérias, como aconteceu também no Montijo, desde a zona dos Pescadores até ao Esteval. Várias artérias estiveram cortadas”, adiantou.

No concelho de Alcochete, a Proteção Civil Municipal, com a ajuda de empresas, teve de abrir novas valas para dar escoamento à água que se acumulou em vários locais.

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De acordo com Fernando Pinto, presidente da Câmara de Alcochete, foi necessário proceder à interdição de trânsito automóvel em algumas estradas, face “à criação de lençóis de água, como aconteceu na Estrada Municipal 501, a ligar Alcochete a Samouco”. Mas também “na Estrada Real, desde o Colégio Penas Real à estrada que liga a freguesia de São Francisco ao Montijo”, sublinhou, em declarações a O SETUBALENSE.

Um concelho ‘cortado ao meio’
Na Moita, o presidente da Câmara Municipal, Carlos Albino, realçou que “a Estrada Nacional 11-2 apresenta perigo de abatimento: a água galgou a vala”. As inundações em várias artérias, como na rotunda junto à BP, levou a que o concelho ficasse “cortado ao meio”, disse a O SETUBALENSE. O autarca apontou como zonas mais afetadas “Alhos Vedros, Brejos, Arroteias e Penteado” e também houve registo de inundações “em casas, garagens e no Centro Comercial das Palmeiras”.

Carlos Albino lembrou que o concelho debate-se com um problema, para o qual desde há muito tempo tem vindo a alertar “o Governo e Agência Portuguesa do Ambiente” e que passa “pela necessidade de serem encontradas soluções de laminagem de caudais – a criação de bacias de retenção – para que as águas não escorram de uma vez só do concelho vizinho de Palmela para a Moita, que se encontra numa zona mais baixa e não tem capacidade de escoamento”. Este, de resto, foi um dos pontos que o edil debateu numa reunião mantida com a Secretaria de Estado do Ambiente em dezembro passado.

No Barreiro foram registadas “ cerca de 50 ocorrências, com muitas inundações de zonas privadas, zonas públicas, estradas e algumas quedas de árvores”, disse Frederico Rosa, presidente da Câmara, numa publicação partilhada na rede social Facebook.

Já no Seixal, entre outras ocorrências, a tempestade Marta obrigou a novo encerramento da Estrada Nacional 378, a ligar este concelho ao de Sesimbra, o que levou a Câmara Municipal a solicitar ao ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, a isenção temporária de portagens na A33. “Com o encerramento da EN378, a A33 tornou-se, na prática, a principal alternativa viável para assegurar a mobilidade entre as localidades acima referidas, não existindo, em muitos casos, percursos alternativos com condições semelhantes de segurança e tempo de viagem”, justificou Paulo Silva, presidente da autarquia, em comunicado divulgado pela edilidade.

A Ponte 25 de Abril teve as vias da esquerda em ambos os sentidos fechadas à circulação.
A tempestade Marta sucedeu às passagens das tempestades Kristin e Leonardo, que provocaram 14 mortos, centenas de feridos e desalojados em todo o País. Com Lusa

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