23 Julho 2024, Terça-feira

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Socialistas questionam Ministério do Ambiente sobre queixas de esgotos a céu aberto em Alhos Vedros

Socialistas questionam Ministério do Ambiente sobre queixas de esgotos a céu aberto em Alhos Vedros

Socialistas questionam Ministério do Ambiente sobre queixas de esgotos a céu aberto em Alhos Vedros

Queixas dão conta de cheiro intenso e presença de lamas na zona da Vala Real e em Brejos Faria

Parlamentares referem potenciais descargas ilegais que correm para o rio

 

Os deputados do PS na Assembleia da República, eleitos pelo círculo de Setúbal, questionaram recentemente o Governo, através do Ministro do Ambiente e Acção Climática, João Pedro Matos Fernandes, sobre queixas que têm recebido por parte de moradores residentes na localidade de Alhos Vedros, na Moita, que “dão conta da existência de situações a céu aberto em várias zonas desta freguesia”.

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Os parlamentares referem “potenciais descargas ilegais que correm para o rio e que têm consequências visíveis na qualidade da água e na vida das populações”, e que dizem não permitir, a título de exemplo, a prática de desportos náuticos no local. Para o deputado Filipe Pacheco, os relatos “que chegaram ao Grupo Parlamentar do PS dão conta de um cheiro intenso a esgoto e presença de lamas na zona da Vala Real, junto ao Largo do Descarregador e em Brejos Faria, onde até é referido, pelos populares, a possibilidade de existir escoamento indevido de águas de drenagem doméstica”.

O responsável acrescenta que os moradores se queixam de que “estas águas correm para o estuário do Tejo sem passar por qualquer ETAR ou estação de tratamento, prejudicando muito a sua qualidade de vida e o meio ambiente”, afirmou.

Neste âmbito, os deputados socialistas pretendem obter esclarecimentos daquele ministério, se “a tutela tem conhecimento, nomeadamente através de queixas ou denúncias, de alguma situação de escoamento indevido de águas de drenagem domésca, sem tratamento” naquela freguesia, e que sejam “reportadas quaisquer diligências feitas pelo ministério ou pelas entidades por si tuteladas” e querem saber quais os impactos ambientais que possam estar em causa.

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Para Eurídice Pereira, deputada coordenadora deste grupo parlamentar, a “questão dos impactos é fundamental, até no domínio da saúde pública”, sendo importante “ficar tudo identificado” também a nível local. A iniciativa dos deputados contou com a colaboração da estrutura concelhia da Moita do PS e de autarcas de Alhos Vedros, freguesia onde o rio Tejo esteve sempre presente na vida das suas populações e foi mesmo “o embrião da vila” que chegou em tempos a ser sede de concelho e a abranger, além do território moitense, o concelho vizinho do Barreiro.

 

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