Setúbal é o segundo distrito do País com mais estrangeiros residentes

Setúbal é o segundo distrito do País com mais estrangeiros residentes

Setúbal é o segundo distrito do País com mais estrangeiros residentes

Almada é o concelho da região com maior comunidade estrangeira e o oitavo de todo o País. Dados foram divulgados ontem pela AIMA

Setúbal é o segundo distrito do País com maior número de estrangeiros residentes, de acordo com o relatório anual da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) divulgado ontem.

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Segundo os dados do “Relatório de Migrações e Asilo 2025”, de um universo de 1 milhão 585 mil e 854 cidadãos estrangeiros que residem em Portugal, 173 mil e 885 moram no distrito de Setúbal, que só é ultrapassado pelo de Lisboa com 605 mil e 895 residentes (cerca de 40% do total) – o distrito do Porto com 167 mil e 498 surge na terceira posição, seguindo-se o de Faro com 166 mil e 124.

Ainda em relação à distribuição geográfica, mas por concelhos, Almada é o oitavo da lista em termos globais e o primeiro do distrito de Setúbal, com 39 mil e 098 estrangeiros residentes. Lisboa é o concelho que lidera a tabela (200 mil e 073), seguindo-se Sintra (98 mil e 652), Porto (60 mil e 351), Cascais (56 mil e 383), Amadora (55 mil e 457), Loures (51 mil e 134) e Odivelas (50 mil e 082).

Além da análise geográfica, o relatório da AIMA contabiliza também a distribuição dos estrangeiros por nacionalidade e por tipo de documentação. A maior fatia de estrangeiros residentes em Portugal tem nacionalidade brasileira: 493 mil 622, o que equivale a um terço do total de 1 milhão 585 mil e 854. Na lista dos países com maiores comunidades residentes em Portugal seguem-se Angola (99 mil e 050), Índia (91 mil e 405), Ucrânia (84 mil e 889), Cabo Verde (71 mil e 005), Bangladesh (55 mil e 579), Nepal (53 mil e 304), Guiné-Bissau (51 mil e 935), Reino Unido (47 mil e 726), Itália (42 mil e 418), Paquistão (42 mil e 042) e São Tomé e Príncipe (41 mil e 800).

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Em comparação com o ano anterior, há quase mais dez mil brasileiros a viver em Portugal, com uma redução da população indiana, que foi ultrapassada na tabela pela angolana, enquanto o aumento de cidadãos italianos (mais duas mil pessoas) colocou o país transalpino a fechar o top-10, ultrapassando Paquistão e São Tomé e Príncipe.

No total, os cidadãos dos países lusófonos (Brasil, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Moçambique e Timor-Leste) perfazem quase 50 por cento da população estrangeira a residir em Portugal.

“No contexto europeu, destacam-se as comunidades de Itália, Reino Unido e Ucrânia, que continuam a representar uma parcela significativa da população estrangeira residente”, uma situação que “reflete tanto a mobilidade intraeuropeia como a procura de Portugal enquanto destino seguro, estável e atrativo para viver, trabalhar e investir”, lê-se no relatório anual da AIMA.

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Face a 2024, a América do Norte e Central, com os EUA à cabeça, foi a região que contribuiu para maior crescimento de imigrantes, com mais 10%, enquanto a Ásia teve uma redução de 4,1%. A maioria dos estrangeiros são homens (55,6%) e 84,6% estão em idade ativa (entre os 18 e 64 anos) e 135 mil e 750 são menores (maioria do sexo feminino). Com Lusa

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