Mudanças certas nas presidências das comissões políticas das secções de Setúbal, Palmela, Seixal, Montijo e Sines. Alcochete é incógnita
As eleições internas do PSD para as concelhias (leia-se secções) e órgãos distritais estão agendadas para 28 de fevereiro. No distrito de Setúbal, se, por um lado, está assumida a recandidatura de Paulo Ribeiro à liderança da estrutura distrital sem que se perspetive o surgimento de uma candidatura de oposição, por outro, já é certo que vão haver, pelo menos, cinco mudanças em presidências de comissões políticas de secção, além de seis recandidaturas. Existe ainda uma incógnita numa das concelhias (Alcochete) e uma nomeação a fazer pela futura distrital para uma comissão instaladora de secção (Alcácer do Sal).
Estão confirmadas alterações nas secções de Setúbal, Palmela, Seixal e Sines, em face de os atuais presidentes das comissões políticas não se recandidatarem, e ainda na do Montijo, que ficou órfã de funções em fevereiro do ano passado, com as demissões do então presidente João Afonso e dos seus pares.
Em Setúbal, Paulo Pisco está na calha para suceder a Paulo Calado, que está de saída da presidência da comissão política de secção. O social-democrata já assumiu a candidatura ao cargo e, nos bastidores do partido, não se crê que possa vir a surgir outra lista, numa concelhia que habitualmente se apresenta desalinhada com a distrital.
Em Palmela, Roberto Cortegano não se recandidata e, apurou O SETUBALENSE, Carlos Vitorino irá candidatar-se à liderança do órgão, numa lista que também deverá ser a única a ir a votos e que incluirá Cortegano como candidato à presidência da Mesa da Assembleia de Secção.
Em circunstâncias idênticas está a secção de Sines, com Fernando Sá a candidatar-se à presidência da comissão política até agora entregue a José Silva Costa, que não se recandidata.
Seixal e Montijo são casos diferentes. Rui Belchior Pereira está de saída da liderança da secção do Seixal e perfila-se mais do que uma hipótese para a sucessão: Valter Silva e Luciano Fernandes são dois nomes que estão em cima da mesa, mas “há uma terceira via que poderá constituir-se como alternativa única, de consenso, com Ana Jaques”, disse a O SETUBALENSE fonte bem colocada no seio do partido.
Já no Montijo, o PSD aproveitará estas eleições para preencher o “vazio” da comissão política, que obrigou, no início de junho último, à constituição (aprovada pela distrital) de uma comissão coordenadora autárquica liderada por Jacinto Pereira para a escolha dos candidatos do partido a apresentar no concelho nas eleições autárquicas de 12 de outubro. Pedro Vieira, que viria a ser o escolhido para encabeçar a lista candidata à Câmara Municipal, acabando eleito vereador, presidia à Mesa da Assembleia de Secção e irá agora candidatar-se à presidência da comissão política, apurou ainda O SETUBALENSE.
Quanto a recandidaturas à liderança de concelhias laranjas, estão confirmadas seis: Paulo Sabino (Almada); Sílvia Ratão (Barreiro); Jacinto Ventura (Grândola); Joaquim Pedro Conceição (Moita); Lénia dos Anjos (Sesimbra); e Luís Santos (Santiago do Cacém). A concelhia de Alcochete representa uma “incógnita”, já que “não há certezas da disponibilidade de Maria Ester Santos” para continuar à frente do órgão “nem indicação da disponibilidade de outro nome”, avançou a mesma fonte a O SETUBALENSE.
Em Alcácer do Sal, o PSD conta apenas com uma comissão instaladora de secção, cuja liderança está prevista ser nomeada pela futura distrital.