Prejuízos provocados pelo mau tempo já ascendem a 50 milhões de euros em Setúbal

Prejuízos provocados pelo mau tempo já ascendem a 50 milhões de euros em Setúbal

Prejuízos provocados pelo mau tempo já ascendem a 50 milhões de euros em Setúbal

O responsável pela pasta da Proteção Civil diz que o número resulta de um primeiro levantamento. Continuam a decorrer trabalhos para repor a normalidade

As tempestades ficaram para trás, mas o rasto dos danos no concelho de Setúbal ainda continua bem presente e a obrigar a esforços redobrados das equipas da área operacional do município para restabelecimento da normalidade. E o valor dos prejuízos é avultado, na ordem de várias dezenas de milhões de euros, apesar da avaliação ainda não estar terminada.

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“Sem estar tudo quantificado, o primeiro levantamento aponta para prejuízos no valor de 50 milhões de euros”, diz Paulo Maia, vereador que detém o pelouro do Serviço Municipal da Proteção Civil. E Maria das Dores Meira, presidente da Câmara Municipal, já solicitou ao Governo o acesso a apoios financeiros para fazer face aos prejuízos registados, que só não foram maiores porque a bacia de retenção no Parque Urbano da Várzea evitou cheias na zona urbana, sobretudo na baixa da cidade.

Para já,as equipas da área operacional do município continuam a intervir um pouco por todo o concelho, na sequência dos estragos e dos condicionalismos provocados pelas sucessivas intempéries. No total, foram registadas cerca de 1500 ocorrências no território, como quedas de árvores com consequente condicionamento de circulação automóvel e pedonal em alguns pontos, inundações de superfície por acumulação de águas pluviais, deslizamentos de terras e danos em estruturas, entre outras. No início desta semana prosseguiam trabalhos de corte de árvores em risco de queda e de reparação de buracos nas estradas.

“Tem havido uma dedicação total dos serviços e entidades envolvidas para tratar de tudo e repor a normalidade o mais depressa possível. Sabemos que os meios não são infinitos e que algumas intervenções podem requerer prioridade, mas certamente que haverá compreensão da população para essas situações. Uma coisa é certa: estamos a trabalhar com o maior empenho e com equipas incansáveis”, garante Paulo Maia.

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A Estrada Nacional (EN) 10-4 continua encerrada à circulação rodoviária entre Albarquel e a Gávea, por necessidade do corte de árvores de grande porte em risco de queda. Encerrado está também o trânsito na Rua Orlando Curto, que liga a EN10-4, no entroncamento da Gávea, à Rua Círio da Arrábida, entre o acesso ao Hospital do Outão e a Figueirinha, por razões de segurança. Tal como no Parque Urbano de Albarquel.

Já no troço da EN10-4, entre a Restinguinha e Albarquel, a circulação está condicionada a apenas uma via, sendo que o passeio desta via sobre o Parque Urbano de Albarquel e os passadiços do Jardim Multissensorial das Energias, na Avenida Belo Horizonte, continuam encerrados à circulação de peões. Interdita à circulação pedonal encontra-se ainda a zona das Escadinhas do Castelo, que liga a Avenida Luísa Todi às ruas do Mal Cozinhado e do Castelo.

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