23 Maio 2024, Quinta-feira

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Plataforma Cívica contra aeroporto no Montijo elogia recomendação de Alcochete

Plataforma Cívica contra aeroporto no Montijo elogia recomendação de Alcochete

Plataforma Cívica contra aeroporto no Montijo elogia recomendação de Alcochete

Plataforma diz que o relatório da Comissão Técnica Independente é sensato, equilibrado e bem ponderado. Montijo não é uma boa solução

A Plataforma Cívica contra a construção do novo aeroporto de Lisboa na Base Aérea do Montijo elogiou ontem a decisão da Comissão Técnica Independente (CTI) por excluir o Montijo e recomendar Alcochete para receber a nova infra-estrutura aeroportuária.

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“Ainda não é o fim da linha, mas para nós foi uma dupla vitória porque também defendemos a solução de Alcochete. O relatório da CTI é sensato, equilibrado, bem ponderado – com o qual nos identificamos -, e explica muito bem por que razão o Montijo não é uma boa solução”, disse à agência Lusa José Encarnação, da plataforma contra a construção do novo aeroporto no Montijo.

“A comissão técnica, nos estudos que realizou, em termos técnicos, económicos, financeiros e estratégicos, consultando os trabalhos de ‘benchmarking’ (referência) que há nestas matérias, chegou à conclusão de que, além das questões ambientais e do impacto negativo para as populações de diversos concelhos da Península de Setúbal, o futuro aeroporto do Montijo também estaria esgotado muito rapidamente, em 2038”, acrescentou.

Embora convicto de que a recomendação da CTI não é o fim da linha do processo e de que a ANA (Aeroportos de Portugal), concessionária detida quase a 100% pela multinacional francesa VINCI Airports, tudo irá fazer para atrasar ou inviabilizar a solução recomendada pela CTI, José Encarnação considera que também não será fácil, nem para a empresa nem para o próximo Governo, ignorar o trabalho realizado pela comissão.

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“Acreditamos que, depois deste trabalho da CTI, dificilmente a ANA/VINCI conseguirá convencer o próximo governo a tomar uma decisão que permita retomar a opção do Montijo”, disse.

José Encarnação lembrou também que o contrato de concessão celebrado em 2012 “previa a possibilidade de a ANA/ VINCI apresentar uma solução própria para a construção de um novo aeroporto de Lisboa nos primeiros dez anos, prazo que já foi ultrapassado”.

“Na nossa opinião, de acordo com o que está previsto no contrato de concessão, a ANA/VINCI está obrigada a pagar a construção do novo aeroporto de Lisboa, mesmo que não concorde com a solução que venha a ser escolhida pelo próximo governo”, disse.

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“Mas também acreditamos que a VINCI tudo irá fazer para garantir outras contrapartidas a troco dessa obrigação contratual, eventualmente, uma prorrogação do contrato de concessão”, acrescentou José Encarnação.

A multinacional francesa VINCI tem a concessão dos aeroportos portugueses por um período de 50 anos. O actual contrato, celebrado em 2012 com o então governo PSD/CDS liderado por Pedro Passos Coelho, só termina em 2062.

A Comissão Técnica Independente liderada pela professora Rosário Partidário, coordenadora-geral, identificou Alcochete como a solução com mais vantagens para a construção do novo aeroporto e a manutenção de um `hub´ (aeroporto que funciona como plataforma de distribuição de voos) intercontinental.

De acordo com o relatório preliminar da CTI responsável pela avaliação ambiental estratégica para o aumento da capacidade aeroportuária da região de Lisboa, que estudou nove opções, são viáveis as soluções Humberto Delgado + Campo de Tiro de Alcochete, até ficar unicamente Alcochete com mínimo de duas pistas, bem como Humberto Delgado + Vendas Novas, até ficar unicamente Vendas Novas, também com um mínimo de duas pistas.

Já as opções Humberto Delgado + Montijo e Montijo como ‘hub’ foram classificadas como “inviáveis para um ‘hub’ intercontinental”, por razões aeronáuticas, ambientais e económico-financeiras “devido à sua capacidade limitada para expandir a conectividade aérea”.

Humberto Delgado + Santarém e Santarém como aeroporto único “não são opção por razões aeronáuticas (de navegação aérea)”, apontou a CTI.

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