Pinto Luz diz que desmilitarização do terreno do novo aeroporto avança em janeiro

Pinto Luz diz que desmilitarização do terreno do novo aeroporto avança em janeiro

Pinto Luz diz que desmilitarização do terreno do novo aeroporto avança em janeiro

Ministro ironizou que não é possível “construir um aeroporto de um dia para o outro”, mas refutou a ideia de que nada está a ser feito

O ministro das Infraestruturas e Habitação afirmou esta quarta-feira que a desmilitarização do Campo de Tiro de Alcochete, para onde está prevista a construção do novo aeroporto, avança em janeiro.

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No segundo dia de debate na generalidade do Orçamento do Estado para 2027 (OE2027), no Parlamento, o futuro Aeroporto Luís de Camões foi levado à discussão pelo deputado do Chega Pedro Correia, que afirmou que, dois anos e meio depois de o Governo ter anunciado a obra, “nada começou no terreno”.

O ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, ironizou que não é possível “construir um aeroporto de um dia para o outro”, mas refutou a ideia de que nada está a ser feito.

“Deixem-me dizer-vos e tranquilizar-vos. Avaliação de impacto ambiental a decorrer. Projetos feitos. Projeto financeiro a entregar em janeiro. Relatório final em setembro do próximo ano”, enumerou, adiantando também que o Governo avançará no próximo mês de janeiro com a desmilitarização do Campo de Tiro de Alcochete.

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O ministro concluiu a resposta aos 13 pedidos de esclarecimento dos deputados afirmando que o Governo “não vai vacilar um segundo que seja” na sua agenda.

“Um segundo que seja naquilo que temos de fazer pelos portugueses e sem cores partidárias, nem andar para cá e para lá com os joguinhos como no passado. Nós fazemos aquilo que os portugueses precisam para tornar este País mais próspero”, sublinhou.

A habitação dominou, contudo, grande parte das intervenções dirigidas ao ministro, com a socialista Eva Cruzeiro a acusar o Governo de oprimir e “mandar polícias […] baterem em manifestantes com tendas como se eles fossem criminosos com armas”, criticando ainda a diferença de tributação entre rendimentos do trabalho e das rendas.

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Também a líder parlamentar do Livre, Isabel Mendes Lopes, questionou as cargas policiais nos protestos pela habitação, enquanto Paula Santos, líder parlamentar do PCP, acusou o executivo de reduzir em 40% a verba orçamental destinada a promover a oferta e a reabilitação habitacional.

À direita, Carlos Guimarães Pinto, da IL, considerou “ridículo” que o Governo, bem como o PS, se vangloriem de “terem construído muitas casas”, apontando que quem governa “não constrói nada”, mas sim as pessoas e as empresas.

“Primeiro, porque nunca se construiu tão pouco como nos últimos 15 anos. Mas, segundo, porque vocês não constroem nada. Quem constrói são as pessoas e as empresas. Aquilo que vocês fazem é impedir que elas construam”, atirou.

Sobre habitação, o ministro respondeu com um ataque ao PS, ironizando que, caso seja necessário para os socialistas reconhecerem o trabalho do Governo nesta área, pode “mandar colocar uma placa em todas as casa que se constrói em Portugal a dizer ‘casas do PS’”, argumentando que o executivo prefere “colocar os portugueses primeiro”.

Pinto Luz disse ainda que o programa Mais Habitação, lançado pelo anterior Governo socialista, foi um “falhanço”, enfatizando que o atual executivo reforçou o investimento e que, das mais de 50 mil habitações públicas previstas até ao fim de 2027, metade corresponde a casas novas.

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