O montijense assume os objetivos, depois de ter sido distinguido pelo município com o Prémio Carreira
Coordenador técnico e treinador principal da secção de ténis de mesa do Sport Lisboa e Benfica, Paulo Marques é uma das principais referências da modalidade no nosso país. Já leva mais de quatro décadas e meia no ativo e, quer como jogador quer como responsável técnico, tem somado vários títulos nacionais. Individualmente, continua a dar cartas no circuito de veteranos – foi bicampeão nacional –, mas este ano suspendeu a participação competitiva, à qual ainda espera regressar, com um objetivo bem definido: conquistar uma medalha no Campeonato da Europa.
Em entrevista a O SETUBALENSE, o montijense revela os dois sonhos que espera concretizar na modalidade (o outro é alcançar o título nacional por equipas, de águia ao peito), depois de ter sido distinguido pelo município do Montijo com o Prémio Carreira. Antes, já havia sido premiado duas vezes por mérito desportivo pela autarquia.
Paulo Marques e António Viegas foram os únicos homenageados com o Prémio Carreira na Gala de Mérito Desportivo do Montijo, realizada no passado dia 26, no Cinema Teatro Joaquim d’Almeida, onde foram entregues 154 distinções a atletas, treinadores, equipas e associações que se destacaram no plano competitivo na época 2025-2026.
Esta é a terceira vez que o município do Montijo o distingue por mérito desportivo, agora com o Prémio Carreira. Que sentimento lhe desperta ter sido reconhecido três vezes na sua terra?
Sinto muito orgulho e felicidade por ter recebido estas distinções na minha terra.
O Prémio Carreira celebra um longo trajeto de sucesso no plano desportivo. Tem maior significado?
Sim, tem um significado especial. É o reconhecimento de um longo percurso de empenho, dedicação e muito sacrifício.
Enquanto treinador e coordenador do ténis de mesa no Benfica, tem liderado equipas rumo a conquistas nos escalões de formação e alcançou, com os seniores, a subida à 1.ª Divisão Nacional. Qual tem sido o segredo do sucesso?
O segredo está em muito trabalho, amor à modalidade, captação de novos talentos e um grande compromisso.
Também se tem destacado a jogar. Sagrou-se bicampeão nacional de veteranos, de águia ao peito, mas este ano decidiu não competir. Porquê?
Por motivos familiares. A doença da minha mãe falou mais alto e levou-me a decidir não competir este ano.
Esteve envolvido recentemente em ações escolares no Montijo para dar a conhecer o ténis de mesa a centenas de crianças. Sente que o futuro da modalidade na região está garantido e que há potencial para surgirem novos “Paulos Marques”?
No Montijo há muitos e bons talentos. A adesão tem sido fantástica, o que permite esperar bons resultados a médio prazo, em conjunto com o projeto que a autarquia está a pôr em prática sob a minha orientação.
Se tivesse de escolher o momento mais marcante ou o troféu mais difícil de conquistar em toda a sua carreira, qual apontaria?
A conquista do título de campeão nacional de juniores por equipas. Foi um momento fantástico.
Ainda tem algum sonho por concretizar no ténis de mesa?
Sim. Ser campeão nacional por equipas pelo Benfica e alcançar um lugar no pódio no Campeonato Europeu de Veteranos, no próximo ano.