24 Julho 2024, Quarta-feira

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Ministério Público arquiva queixa da CDU contra obras da Câmara de Almada na estrada da Fonte da Telha

Ministério Público arquiva queixa da CDU contra obras da Câmara de Almada na estrada da Fonte da Telha

Ministério Público arquiva queixa da CDU contra obras da Câmara de Almada na estrada da Fonte da Telha

A Câmara de Almada alegou que a pavimentação da estrada da Fonte da Telha veio regularizar o trânsito e travar o estacionamento indevido

A presidente da Câmara de Almada, Inês de Medeiros, acusa a CDU de ser contra o desenvolvimento. Vereadores comunistas garantem questionar em defesa da população  

 

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O processo intentado pelo vereadores da CDU em Almada contra as obras de pavimentação da estrada de acesso às praias da Fonte da Telha, “foi arquivado pelo Ministério Público”, deu a saber a presidente da Câmara de Almada, Inês de Medeiros, na reunião pública de segunda-feira. Um arquivamento que não seria esperado pelos vereadores da oposição eleitos na coligação comunistas que afirmaram desconhecer a decisão.

“Ainda não fomos notificados pelo tribunal”, afirmou o ex-presidente da Câmara de Almada, agora vereador sem pelouro, Joaquim Judas, na mesma reunião. “Aceitamos aquilo que a justiça decidir, e de forma alguma nos sentimos intimidados enquanto queixosos em relação seja ao que for que considerarmos ser motivo de queixa. Estamos a defender as pessoas e, em Almada, sempre estivemos do lado do desenvolvimento”, afirmou

O autarca comunista reagia assim à acusação da presidente socialista, Inês de Medeiros, sobre o “grande contributo da CDU, que tanta responsabilidade tem no município, seja fazer queixas ao Ministério Público”, e referia-se em concreto às obras de pavimentação e regularização de estacionamento iniciadas em 2020 na Fonte da Telha.

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“Estas obras já podiam estar concluídas há quase um ano não fosse o empenho da CDU em bloquear o desenvolvimento em Almada”, acrescentou. E sobre a gestão conjunta PS/PSD na Câmara de Almada disse: “continuamos a fazer mais pelo ambiente do que alguma vez foi feito”.

Este impasse foi também realçado pelo vereador social-democrata responsável pela Rede Viária. Disse Miguel Salvado que foi o “rebuliço” causado pela CDU que fez “com que parasse a obra de acesso às praias e restantes acessos”.

Tal como Joaquim Judas, também a vereadora da CDU Amélia Pardal afirmou desconhecer o despacho do Ministério Público de 22 de Abril, como indicou a presidente da Câmara. E garantiu que “o processo sobre esta matéria ainda não está fechado”, e ao mesmo tempo que reafirmou a CDU como defensora da “reabilitação da Fonte da Telha”, também vincou: “Votaremos contra sempre que estivermos em desacordo”.

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A pavimentação da estrada de acesso às praias da Fonte da Telha levantou protestos da parte de ambientalistas que alegaram que a obra feita pela Câmara de Almada veio impermeabilizar uma via sensível. A mesma posição tomaram os eleitos da CDU em Almada.
A matéria acabou por envolver a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR-LVT), a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e o próprio ministro do Ambiente. Chegou a ser considerada a hipótese de ‘arrancar’ o pavimento.
Mas a Câmara de Almada garantiu que a matéria usada é betuminoso semipermeável, e que tanto a APA como a CCDR-LVT tiveram conhecimento da obra.

A pavimentação manteve-se e aquilo que parecia ser um choque inevitável entre várias entidades terá evoluído para a definição de um plano global de ordenamento da Fonte da Telha.

 

 

 

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