19 Junho 2024, Quarta-feira

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João Afonso: “Foi um fiasco que custou cerca de 100 mil euros aos montijenses”

João Afonso: “Foi um fiasco que custou cerca de 100 mil euros aos montijenses”

João Afonso: “Foi um fiasco que custou cerca de 100 mil euros aos montijenses”

O social-democrata diz que o Festival Sons no Montijo não teve retorno. Nuno Canta admite que o modelo de organização não foi acertado

 

“Foi um fiasco de A a Z e, no final, quem pagou foram os montijenses”. A conclusão é de João Afonso, vereador do PSD na Câmara Municipal do Montijo, e visa a 2.ª edição do Festival Sons no Montijo organizado pela Associação Somos Peixinho, custeado pela junta e apoiado pelo município. “A organização presenteou-nos com este fracasso que nos custou algo na ordem dos 100 mil euros”, considerou o social-democrata, que, na reunião de câmara de quarta-feira passada, acusou as gestões socialistas das autarquias de “desbaratarem dinheiros públicos”.

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O vereador do PSD lembrou que o acesso ao festival era pago – com bilhetes a 35 euros por um dia ou 48 euros pelos dois dias – e que essa opção contrariou aquela que tem sido a narrativa socialista de “democraticidade” do acesso à cultura, através de eventos gratuitos. As receitas, sublinhou, “foram marginais” e o evento não teve “retorno para a cidade”.

“Há empresas privadas que organizam este tipo de festivais, as câmaras e as juntas também organizam eventos culturais, isso é normal. O que não é normal é neste modelo adoptado termos um festival que nos custou dezenas de milhares de euros sem retorno para a cidade (…), sendo que quem organizou o festival não tem nenhum risco. Podem convidar as bandas que gostam, mas não convidam as bandas que os montijenses gostam”, disse João Afonso. “O que se passou aqui foi um delapidar escandaloso de dinheiros públicos, para dar umas benesses a algumas pessoas que gostam de ouvir música alternativa que ninguém vê”, juntou o vereador do partido laranja.

O socialista Nuno Canta, presidente da autarquia, defendeu que a Câmara se limitou a apoiar o evento “como apoia muitas outras coisas”, reiterou que todos os eventos organizados pelo município “são gratuitos”, mas deixou implícito que o resultado do festival ficou aquém das expectativas. “Cada organização entende desenvolver o modelo que acha mais acertado, às vezes não acerta”, observou, para sublinhar de seguida que o tema devia ser discutido em sede própria, ou seja, na junta de freguesia. “Tem de pedir aos seus autarcas da freguesia para colocarem essas questões na autarquia [junta de freguesia]”, atirou o socialista, que reconheceu desconhecer o valor investido pela junta no festival.

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Para Joaquim Correia, vereador da CDU, a questão também não deveria ter sido apresentada em reunião de câmara. O autarca da CDU garantiu que o valor do investimento no evento está plasmado no orçamento da junta e criticou o social-democrata por se ter “esquecido” de mencionar que o festival contou com a participação de duas bandas que “actuaram gratuitamente na Semana da Juventude”. E, sem revelar o valor do investimento, adiantou: “Se acho que a junta gastou muito? Tenho a minha opinião, que darei na junta.”

A intervenção de Joaquim Correia não ficou, porém, sem resposta. João Afonso acusou a CDU de estar refém de um conflito de interesses. “O senhor tem um autarca na organização do evento que está em conflito de interesses, porque ao mesmo tempo que está na junta, supostamente a fiscalizar a junta, está também na organização do festival, a gerir dinheiros da junta. É um escandaloso conflito de interesses”, disparou o social-democrata, com Joaquim Correia a concluir que a situação não está ferida de qualquer incompatibilidade.

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