O socialista, que preside à Junta de Freguesia da Moita, diz avançar com o objetivo de “unir o partido” e “valorizar todos os militantes”
Fabrício Pereira vai candidatar-se à presidência da Comissão Política Concelhia da Moita do PS. As eleições para as estruturas locais e distritais do partido estão agendadas para 19 de junho e o socialista, que preside à Junta de Freguesia da Moita, revela que irá a votos com o objetivo “claro e mobilizador de unir o PS” no concelho.
“Unir para servir” será o mote da candidatura, que Fabrício Pereira pretende unificadora do partido “nas suas diferenças” e com “o envolvimento de todos”, tendo por base “os valores primordiais que definem o PS”.
“Não quero um PS Moita só meu, Quero um PS de todos, militantes e simpatizantes, quero um partido reunificado onde todas as ideias contem, onde o debate e o planeamento possa existir, sem camaradas descartáveis ou silenciados por causa das suas ideias”, atira Fabrício Pereira, sem deixar de vincar que o PS “sempre foi plural e feito de diferentes sensibilidades”.
“Essa diversidade não é uma fraqueza; é a nossa maior riqueza. Mas, só cumpre o seu papel quando se transforma em força coletiva, orientada para um objetivo comum. É essa a união que proponho construir”, justifica. Uma união que “não apague diferenças, mas que as integre”, capaz de impedir “divisões estéreis” através de “diálogo sério e construtivo” e sempre com “os interesses da população do concelho acima de tudo”, reforça, num recado para o interior da estrutura local do partido.
Diz defender uma Comissão Política como “espaço de debate e também de decisão”, que funcione “em articulação com os eleitos” do partido, “valorize todos os militantes” e capaz de “envolver independentes e a sociedade civil”. Esta é, garante Fabrício Pereira, uma candidatura “a favor de todos, da unidade”, e que está em “perfeita sintonia” com as candidaturas que irão ser apresentadas às secções da Moita e da Baixa da Banheira do PS.
Ao mesmo tempo, o socialista assume que o compromisso do PS na Moita “deve ser claro” e passar por “servir as pessoas com seriedade, competência e proximidade”, desde os mais jovens aos idosos, passando pelas associações e pelo tecido empresarial, que juntos “contribuem para que a Moita seja um concelho vivo e cheio de potencial”.
Fabrício Pereira não esquece também a condição de autarca e admite que a atual conjuntura global e, sobretudo, local “exige mais” dos eleitos. “Exige mais proximidade, responsabilidade e, acima de tudo, capacidade de trabalhar em conjunto”, aponta, para salientar ainda a necessidade de maior união em torno da ação das juntas de freguesia do concelho.
A luta pela liderança da Comissão Política Concelhia vai, pelo menos, desenrolar-se a dois, já que Carlos Albino, líder do executivo municipal, anunciou a recandidatura à presidência do órgão socialista. Estão assim lançados na corrida pela direção da estrutura local socialista os presidentes da Câmara Municipal e da Junta de Freguesia da Moita.