Deputados do PS por Setúbal querem estratégia para resolver apanha ilegal de bivalves no Tejo

Deputados do PS por Setúbal querem estratégia para resolver apanha ilegal de bivalves no Tejo

Deputados do PS por Setúbal querem estratégia para resolver apanha ilegal de bivalves no Tejo

Os deputados entendem que deve ser criado um Grupo Multissetorial para monitorizar e propor uma estratégia integrada de ação relativa a esta problemática.

Os deputados do PS eleitos por Setúbal apresentaram no parlamento um projeto de resolução que recomenda a definição de uma estratégia, até ao final do ano, para a resolução definitiva do problema ilegal de bivalves no Estuário do Tejo.

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Os deputados António Mendonça Mendes, Eurídice Pereira, André Pinotes Batista, Margarida Afonso e Carlos Pereira entendem que deve ser criado um Grupo Multissetorial para monitorizar e propor uma estratégia integrada de ação relativa a esta problemática.

No entender dos deputados, esta atividade está identificada há muito tempo, mas “as soluções tardam em ser encontradas, continuando uma atividade que é ilegal a prosperar à vista de todos”.

No Projeto de Resolução que apresentaram na Assembleia da República, os deputados descrevem a situação como particularmente preocupante, sobretudo nos concelhos da Península de Setúbal, com consequências ao nível de saúde pública, condições de trabalho, tráfico de seres humanos e segurança pública.

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Sublinham ainda que esta é uma das grandes preocupações de autarcas e população e por se tratar de um problema com um alcance significativo, cuja solução envolve várias entidades, os deputados entendem que se exige dos poderes públicos um esforço de articulação e sistematização de ações.

Os deputados entendem que a recente criação da Comunidade Intermunicipal de Setúbal é uma oportunidade para que o tema seja colocado como prioridade das Administrações Central e Local.

Na resolução propõem a criação de um grupo multissetorial para monitorizar e avaliar todo o contexto da apanha de bivalves do Estuário do Tejo, coordenado pelo Ministério da Agricultura e Mar, e que envolva também as áreas governativas da Presidência, Administração Interna, Justiça, Ambiente, Economia, Saúde e Trabalho, em articulação com a Comunidade Intermunicipal da Península de Setúbal.

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Além do trabalho de monitorização, o grupo deveria propor uma estratégia de ação que assegure uma intervenção multidisciplinar, até final do ano de 2026.

Em junho de 2025, a Câmara Municipal de Alcochete, enviou uma carta ao Governo a pedir intervenção urgente e articulada entre as várias entidades face ao exponencial crescimento da atividade de apanha ilegal de bivalves no estuário do Tejo.

“Não nos calaremos enquanto não se vislumbrarem ações que visem a resolução do problema”, disse o presidente do município de Alcochete, Fernando Pinto (PS), durante uma reunião de câmara, referindo-se à apanha ilegal de bivalves, especialmente na praia do Samouco e na praia dos moinhos, em Alcochete.

Fernando Pinto explicou que na missiva manifesta “a profunda preocupação face à realidade vivida através da atividade desenvolvida por centenas de mariscadores no concelho e no estuário do Tejo”.

O autarca adiantou que todos os dias são centenas de pessoas que entram rio em busca de amêijoas, cometendo uma multiplicidade de crimes – económico, ambiental, de saúde, entre outros.

Na carta aberta, a Câmara Municipal de Alcochete apelou ainda ao Governo que reforce os meios de fiscalização, combatendo redes ilegais que exploram trabalhadores vulneráveis, e que crie uma ‘task force’ que agregue todas as entidades envolvidas nesta problemática para encontrar uma solução.

O autarca tem vindo a fazer nos últimos anos vários apelos para a resolução do problema.

Em 2022, a Câmara Municipal de Alcochete aprovou por unanimidade uma moção a exigir maior vigilância e fiscalização no rio Tejo para combater a apanha ilegal de amêijoa, atividade que tem também causado problemas de segurança no concelho.

“Estamos todos com a nossa paciência nos limites relativamente a esta matéria, mais importante do que trocar ofícios e mails é que haja ação por parte das entidades com meios e competências nestas matérias”, disse o presidente da câmara após ter apresentado a moção que recebeu o apoio de todos os vereadores.

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