19 Junho 2024, Quarta-feira

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Concurso para tornar Santuário do Cabo Espichel em projecto turístico arrancou ontem

Concurso para tornar Santuário do Cabo Espichel em projecto turístico arrancou ontem

Concurso para tornar Santuário do Cabo Espichel em projecto turístico arrancou ontem

Concessão acontece no âmbito do programa Revive, por um período de 50 anos

 

A Igreja de Nossa Senhora do Cabo foi, na manhã de ontem, palco do lançamento do concurso para a concessão do Santuário do Cabo Espichel, no âmbito do programa Revive, por um período de 50 anos.

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O momento contou com a participação do ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, da secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, e do secretário de Estado Adjunto e dos Assuntos Fiscais – Finanças, António Mendonça Mendes.

Com área total de construção de 5937 metros quadrados, o investimento a realizar envolverá a criação de um estabelecimento hoteleiro, estabelecimento de alojamento local na modalidade de estabelecimento de hospedagem ou outro projecto com vocação turística.

Nas palavras do ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, “o Revive utiliza a memória do País, respeitando-a e procurando projectá-la para as gerações futuras, valorizando e adaptando-as a novas funções”. “Assegura que o que vamos usar no futuro respeita bem a memória do passado”, disse.

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Pedro Siza Vieira afirmou ainda que “já várias entidades manifestaram interesse no concurso”. “Vamos esperar agora com o lançamento do concurso que essas manifestações se mantenham e concretizem”.

Luís Araújo, do Turismo de Portugal, por seu turno, fez uma breve apresentação do Revive, programa conjunto dos Ministérios da Economia, Finanças, Defesa e Cultura em parceria com as autarquias locais e o Turismo de Portugal. Este pretende “valorizar e recuperar património devoluto e reforçar a atractividade de várias regiões de Portugal”.

“Temos a certeza de que será um projecto extremamente positivo para a região e para o País. Faremos tudo para proteger o Cabo Espichel, que é um local único e assim deverá permanecer”, sublinhou.

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Iniciativa respeita “identidade, religiosidade e fruição pública”

A Câmara Municipal de Sesimbra tem vindo nos últimos anos a recuperar o conjunto edificado do Santuário. Em 2008, estabeleceu um acordo com o proprietário dos terrenos na envolvente, que permitiu avançar com obras de estabilização do edificado e arranjo dos espaços exteriores.

Posteriormente, recuperou a Casa de Água e desenvolveu contactos no sentido de tomar posse da ala Norte, propriedade do Estado, o que só viria a ser possível com a aquisição do imóvel por 321 mil euros à Direcção-Geral do Tesouro e das Finanças.

Neste sentido, o presidente do município, Francisco Jesus, partilhou que “a recuperação e valorização deste lugar, respeitando sempre a sua identidade, religiosidade e fruição pública, será sem dúvida um impulso enorme para o desenvolvimento da costa ocidental do concelho, no eixo Espichel-Meco-Lagoa de Albufeira, mas também para o País”, devolvendo “a este conjunto de edificado a dignidade que merece, saldando uma dívida do País às gentes do concelho de Sesimbra e à grandiosidade deste património”.

Presente esteve também o Bispo de Setúbal, que considera que, “se existir neste ambiente do Santuário uma parte que se torna hospedaria, com capacidade de acolher pessoas, não é uma dessacralização do ambiente sagrado, é bem pelo contrário a continuação daquilo para que foi feito”.

“Isto foi feito para os peregrinos, para quem chegava, e hoje os peregrinos não vêm apenas pagar promessas ou fazer devoções. Vêm à procura de sentido, de vida, e este é um lugar onde se pode aprender a viver”, explicou.

Para D. José Ornelas, este momento constitui “um virar de página para este local e para o País também”. Com renda anual mínima de 15 mil e 276 euros, a concessão engloba o bem imóvel pertencente ao domínio privado do município de Sesimbra, ala Norte, e parte do bem imóvel propriedade da Confraria de Nossa Senhora do Cabo, ala Sul.

Este é o 24.º concurso lançado no âmbito do Revive e os investidores interessados têm 60 dias para apresentar as suas propostas.

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