26 Junho 2024, Quarta-feira

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Bombeiros pedem inactividade e queixam-se a ministro

Bombeiros pedem inactividade e queixam-se a ministro

Bombeiros pedem inactividade e queixam-se a ministro

Pelo menos uma dezena e meia de bombeiros voluntários do Montijo já pediram ao comando a passagem à inactividade de quadro. Se o pedido for autorizado, deixam de prestar qualquer tipo de serviço operacional, incluindo o de socorro.

Na última terça-feira, os bombeiros enviaram uma exposição das situações, que têm vindo a denunciar, ao ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita. Nesse mesmo dia, a direcção e os bombeiros profissionais da corporação reuniram-se de urgência. O encontro permitiu uma aproximação entre as partes, já que a direcção aceitou uma revisão dos horários de trabalho e reforçar o número de elementos afectos ao socorro (com mais cinco bombeiros).

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O SETUBALENSE questionou o Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Setúbal sobre a qualidade do serviço de socorro assegurado pela corporação, que os bombeiros afirmam estar comprometida por aumentos de tempo de resposta. Na resposta, por email, o comandante operacional distrital de Setúbal, João Pinto, foi taxativo: “No âmbito das competências da Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil, o assunto está a ser acompanhado em estreita articulação com o senhor presidente da Câmara Municipal do Montijo, não existindo até à presente data comprometimento do socorro, tendo o corpo de bombeiros respondido às solicitações”, afirmou, sem se referir à qualidade do serviço e sem confirmar nem desmentir se o aumento do tempo de resposta afecta essa mesma reposta operacional.

O conflito está também a ser seguido pela Federação dos Bombeiros do Distrito de Setúbal. João Ludovico, que preside à federação (e em simultâneo à corporação de Cercal do Alentejo), mostra-se disponível para estabelecer pontes de entendimento. “A federação acompanha o que se está a passar e está disponível a poder colaborar numa moderação, caso a associação e o corpo de bombeiros assim o entendam”, disse. E lembrou a terminar: “Este é um assunto interno do corpo de bombeiros e da associação”.

 

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