16 Abril 2024, Terça-feira
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Trabalhadores da Lauak em greve por aumentos salariais e contra mudança de locais de trabalho

Iniciativa contou com presença da secretária-geral da CGTP, Isabel Camarinha, que reafirmou a necessidade de haver aumentos salariais

 

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Trabalhadores em greve na Lauak, uma multinacional da indústria aeronáutica instalada em Setúbal e Grândola, concentraram-se hoje junto ao Parque Industrial Bluebiz, em Setúbal, para exigirem aumentos salariais e a anulação das transferências de local de trabalho.

“Neste momento, trata-se de defender um aumento salarial e de defender os postos de trabalho, porque a empresa decidiu entregar cartas de transferência do local de trabalho a trabalhadoras cujas realidades familiares não lhes permitem essa deslocação”, disse à agência Lusa Esmeralda Marques, do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do Ambiente do Sul (SITE Sul).

“A empresa, de uma forma discreta, empurra essas trabalhadoras para o desemprego, levando a que tenham que elas próprias invocar esse prejuízo e fazer uma rescisão por justa causa, quando a empresa, neste momento, está a contratar cerca de 300 novos trabalhadores para as fábricas de Setúbal e de Grândola, sendo que actualmente em Grândola há uma necessidade de 53 novos trabalhadores. E há oito trabalhadoras que a empresa, com esta postura, acaba por empurrar para a rua”, acrescentou Esmeralda Marques.

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A sindicalista falava à agência Lusa durante uma concentração de dezenas de trabalhadores da fábrica da Lauak em Setúbal, que hoje cumprem uma greve de 24 horas, iniciativa que contou com a presença da secretária-geral da CGTP, Isabel Camarinha, que reafirmou a necessidade de haver aumentos salariais para repor o poder de compra perdido devido à inflação e ao aumento do custo de vida.

“Os trabalhadores, os reformados e pensionistas têm neste momento as suas condições de vida muito degradadas com este aumento dos preços, com este aumento do custo de vida, que penaliza aquilo que já era uma dificuldade, que são os baixos salários, a precariedade, os horários longos e desregulados, o desinvestimento nos serviços públicos a que já estávamos submetidos E agora com esta inflação brutal”, disse Isabel Camarinha.

Para a líder da central sindical CGTP, “a Lauak é uma empresa que tem obrigações, porque é uma empresa de uma tecnologia de ponta e que tem muitos lucros, mas que não está a responder às exigências dos trabalhadores”.

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“Temos grandes grupos económicos e financeiros a fazerem milhares de milhões de euros de lucros, a aumentarem os seus lucros, enquanto os trabalhadores e muitas camadas da população vêem a degradação das suas condições de vida”, disse Isabel Camarinha, que apelou à participação dos trabalhadores nas acções de luta convocadas pela CGTP para 09 de Fevereiro, num “dia nacional de indignação, protesto e luta, com greves, paralisações e acções de rua”.

“É preciso unir todo este descontentamento que existe e fazer a mobilização dos trabalhadores e de outras camadas da população para a rua e para a luta, a exigir a resposta aos seus problemas e às suas necessidades”, disse.

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