1 Fevereiro 2023, Quarta-feira
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Pais ao lado dos professores mas “prejudicados” no emprego

Encarregados de Educação afirmam não ter “meios” para responder ao panorama actual

 

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A greve dos professores tem-se tornado numa realidade cada vez mais presente no dia-a dia da comunidade educativa. Com a maior parte das escolas fechadas, a situação revela-se inconcebível para alguns pais, que, apesar de estarem em sintonia com as motivações dos docentes, vêem os seus empregos afectados por o panorama actual.

O SETUBALENSE entrou em contacto com associações de pais do Distrito de Setúbal para perceber como é que os encarregados de educação dos alunos encaram este cenário.

Rui Moreira, presidente da Associação de Pais da Escola Secundária Sebastião da Gama, revelou que os encarregados de educação estão solidários com os professores, mas “sentem-se prejudicados”.

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“Os pais estão conscientes e estão com os professores, mas ficam com falta de meios. É uma situação contraditória. Eles compreendem as motivações da greve e estão de acordo  com estas, mas sentem-se prejudicados”, explicou Rui Moreira.

Em Almada, Luís Barradas, presidente da União Concelhia das Associações de Pais, assegurou que “ninguém está contra a greve, mas certo é que causa transtorno às famílias”.

O líder da concelhia indicou que muitos pais saem lesados desta conjuntura, devido à falta de compreensão dos seus empregadores. “As entidades patronais não gostam nada deste cenário, o que prejudica a situação profissional de muitos pais”, referiu, acrescentando em seguida que este é o “momento” de agir. “É importante que os governantes dêem a devida atenção a esta situação e procurem resolver as coisas”.

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Já Mário Gaspar, presidente da União das Associações de Pais e Encarregados de Educação do concelho do Montijo, relatou que têm sido emitidas justificações, pedidas pelos pais, para que estes possam explicar a situação no seu emprego, “embora as mesmas não tenham utilidade legal”.

Quanto aos alunos, o presidente salientou que há quem não consiga dar assistência aos filhos, tendo estes que ficar sozinhos. “Existem crianças que ficam sozinhas em casa, porque os pais têm empregos que não podem faltar”, disse.

No município de Sesimbra, Vera Loureiro, da Associação de Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento de Escolas de Sampaio, contou que “este cenário de greve se torna complicado para os pais”, uma vez que muitos deles não conseguem responder. “Se um pai estiver continuadamente a faltar pode até não ter efeitos agora, mas pode afectar futuramente no seu emprego”, rematou.

Enquanto isso, no concelho de Sines, no Litoral Alentejano, Elisabete Silva, presidente da Associação de Pais e Encarregados de Educação da Escola Secundária/3 C.E.B Poeta Al Berto de Sines, mostrou-se preocupada com a preparação dos alunos.

“A nossa preocupação incide nas aprendizagens que serão necessárias para a realização de exames. Estas terão de ser passadas aos alunos um dia destes e quando isso acontecer vamos ver de que forma irá suceder”, sublinhou.

Distrito em greve a 2 de Fevereiro

Os protestos que decorrem desde o final do ano passado têm acontecido pelas várias escolas do Distrito de Setúbal, assim como no resto do País.

Apesar das negociações entre o Ministério da Educação e os sindicatos, de se onde se pretende que saia a alteração de modelo de colocação e a contratação dos professores, continuam a decorrer três greves distintas.

O Sindicato de Todos Os Professores (STOP) convocou uma paralisação que começou em Dezembro do passado ano por tempo indeterminado e que inclui professores e pessoal não docente.

Já no início do 2.º período foi a vez do Sindicato Independente de Professores e Educadores (SIPE) dar início a uma greve parcial ao primeiro tempo de aulas de cada docente, a qual se deverá prolongar até Fevereiro.

Ainda esta semana, na segunda-feira, dia 16, arrancou também uma greve total, convocada por uma plataforma de sindicatos que inclui a Federação Nacional Dos Professores (FENPROF) que ocorre por distritos durantes 18 dias.

Começando pelo Distrito de Lisboa, onde decorreu uma concentração na Praça do Rossio, está previsto que a greve passe pelo Distrito de Setúbal no próximo dia 2 de Fevereiro e termine, a 8 de Fevereiro, no Porto, realizando-se, dois dias depois, uma manifestação nacional.

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