2 Fevereiro 2023, Quinta-feira
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Protestos da comunidade educativa encerram três escolas secundárias da cidade

Lima de Freitas, D. João II e Secundária du Bocage foram os estabelecimentos que estiverem de portas fechadas

 

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A continuação da greve da comunidade educativa acompanhou o arranque desta semana, com algumas escolas da cidade de Setúbal a manterem as portas fechadas no dia de ontem, terça-feira.

Conforme apurou O SETUBALENSE, a Escola Secundária Lima de Freitas esteve encerrada devida à greve, com os funcionários a juntarem-se ao movimento nacional e a contribuírem para o encerramento do estabelecimento de ensino.

Os professores, à porta, confessaram a O SETUBALENSE que “hoje [ontem] está encerrada, sem certezas” do que acontecerá nos próximos dias. Também a Escola Secundária D. João II e a Escola Secundária du Bocage (conhecida como Liceu) estiveram de portas fechadas, com os professores a exigirem a alteração das carreiras e a reivindicarem direitos.

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Os cartazes afixados com palavras de “luta”, “greve”, “manifestação”, “valorização” e “educação” sobressaíram, estando expostos para que, quem por ali passe, não duvide do motivo que leva ao encerramento destas escolas.

Na Secundária D. João II, apenas os professores fizeram greve, sendo que a cantina escolar se manteve em funcionamento, para que, quem quisesse e necessitasse, usufrui-se do espaço.

Escolas abriram mas “não se sabe o dia de amanhã”

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Ainda que os dias sejam de incertezas, muitas escolas estiveram abertas, com alunos à vista de quem passou junto aos portões, no exterior, nos intervalos e em momentos de convívio dentro dos estabelecimentos.

Nestes espaços, além das portas estarem abertas, estiveram patentes as tarjas, cartazes e panfletos, que ilustram o descontentamento geral dos professores. A Escola Básica Barbosa du Bocage, descreveu uma assistente operacional a O SETUBALENSE, “tem estado sempre em funcionamento”, com mais uma ressalva de que “o futuro é incerto”.

Já na Escola Básica Luísa Todi, os alunos do 1.º ciclo tiveram a manhã de aulas interrompida, com a retoma do período lectivo a acontecer “à tarde”, revelou um funcionário. As turmas dos restantes ciclos, não sentiram, ao dia de ontem, o efeito das greves da comunidade educativa.

A Escola Secundária D. Manuel Martins e o Agrupamento de Escolas Ordem de Sant’Iago, por sua vez, também tiveram os professores a leccionar, com, mais uma vez, a ressalva de que a inconstância está presente, com o encerramento dos espaços a ser um cenário que pode voltar a repetir-se nos próximos dias.

A Escola Secundária Sebastião da Gama (conhecida como a Comercial) teve uma interrupção lectiva nas primeiras horas da manhã, confirmaram alunos e uma professora a O SETUBALENSE, com as aulas a decorrerem normalmente logo em seguida, enquanto, sublinhou-se, mais uma vez, pela professora, “não se sabe o dia de amanhã”.

Alunos permanecem “em turma” fora da escola

Os estudantes que ficam sem aulas, na sua maioria, “retornam para casa”, esclareceu uma professora. Contudo, O SETUBALENSE constatou junto de alunos que se encontravam nas imediações das escolas fechadas nesta terça-feira que, mesmo fora do estabelecimento de ensino, estes estão em “grupos de turma”, juntos, entre amigos e colegas.

Alguns vão “para cafés passar o tempo”, enquanto outros aproveitaram para passear pelo Parque do Bonfim, sempre de mochila às costas.

“A lutar também estamos a ensinar” é uma das frases proferidas e lidas comumente nos cartazes dos professores em protesto, com, face às manifestações e greves feitas diariamente por todo o país, milhares de alunos a ficarem sem aulas.

A esta luta juntam-se também os próprios estudantes, assim como vários encarregados de educação, que, disse uma assistente operacional a O SETUBALENSE, passam muito tempo na escola e vêem a insatisfação diária de quem trabalha no sector da educação.

Os professores, a quem se juntam os assistentes operacionais, psicólogos e técnicos especializados, pretendem uma “valorização justa da profissão”, sem “quotas e com aumentos salariais”, além da contagem do tempo de serviço.

“A insatisfação destes profissionais vem também ao encontro da proposta de um novo modelo de recrutamento e gestão de docentes”, alterado para, explicou uma professora a O SETUBALENSE, “mapas de docentes e a sua alocação em função dos perfis, definidos pelas escolas e seus projectos, geridos por um concelho de directores”, que acontece dada a transferência de competências do governo central para os municípios – a municipalização – no que respeita ao ensino.

Os protestos acontecem desde finais do ano transacto, com o cenário a repetir-se por várias escolas do Distrito de Setúbal, à semelhança do cenário nacional, com o Ministério da Educação e os sindicatos a negociarem a alteração de modelo de colocação e a contratação dos professores.

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