9 Fevereiro 2023, Quinta-feira
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Escolas secundárias e básicas fechadas em Montijo por greve de professores e funcionários

Apenas a Escola Primária do Afonsoeiro e a Escola Rosa dos Ventos abriram hoje portas. Professores recusam municipalização da Educação

Pelo terceiro dia consecutivo a Escola Secundária Jorge Peixinho está encerrada. E hoje não é a única a estar de portas fechadas no Montijo. A greve dos professores alastrou-se, nesta sexta-feira, a uma boa parte dos estabelecimentos de ensino locais, contando com a adesão do pessoal não docente.

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Além da Jorge Peixinho, estão encerradas a secundária Poeta Joaquim Serra, a Básica Integrada do Esteval, a D. Pedro Varela e a escola do Areias. A funcionar estão apenas a Escola Primária do Afonsoeiro e a Rosa dos Ventos.

Esta manhã, professores e funcionários juntaram-se, em acção de protesto por melhores condições e contra a municipalização da Educação, junto a vários dos estabelecimentos de ensino.

Às entradas da secundária Jorge Peixinho e da básica D. Pedro Varela foram várias as dezenas de docentes, assistentes operacionais e até alunos que marcaram presença, exibindo cartazes e algumas tarjas de reivinidcação.

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Um dos principais protestos dos docentes prende-se com a transferência da competência da administração central para os municípios em matéria de Educação. Sobretudo, no que toca à colocação de professores. Os docentes não aceitam que o processo passe a ser decidido pelas autarquias, conforme frisou Goreti da Costa, 40 anos, que dá aulas na secundária Jorge Peixinho.

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“Não aceitaremos a municipalização [da Educação]. Acima de tudo a forma de recrutamento de professores. Não queremos ser contratados mediante critérios dúbios e que desconhecemos”, afirmou a docente, que lembrou ainda a luta por melhorias salariais que acompanhem a inflação.

A versão da docente é bem acolhida e ainda mais vincada por João Afonso, vereador do PSD na Câmara Municipal do Montijo, que esta manhã acompanhou o decorrer dos protestos junto a várias escolas.

“O PSD do Montijo entende que a colocação dos professores deve manter-se no Ministério da Educação, para evitar a situação de compadrio. Se afectarmos essa competência aos municípios, não tenho grande dúvida de que os partidos locais irão tomar conta da colocação dos professores e a meritocracia e a classificação objectiva deixarão de existir”, disse o autarca.

Certo para já é que na próxima segunda-feira a Escola Secundária Jorge Peixinho, pelo menos, continuará de portas encerradas e as acções de luta vão prosseguir, garantiram professores e funcionários.

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