5 Dezembro 2022, Segunda-feira
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Empresa belga investe milhões em megaplataforma logística

Construção, junto ao apeadeiro de Sarilhos, deve arrancar em 2023. Nuno Canta diz que Montijo vive época histórica de grande internacionalização

 

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A obra deve arrancar nos primeiros meses do próximo ano e representa mais um investimento de milhões. Trata-se de uma megaplataforma logística que a empresa belga VGP vai construir “junto ao apeadeiro de Sarilhos, numa antiga propriedade que pertenceu à fábrica Izidoro, onde existiram pavilhões de produção de suínos”, disse Nuno Canta, presidente da Câmara Municipal do Montijo.

O equipamento, denominado VGP Park Montijo, vai ocupar uma “área total de terreno de 85 014 metros quadrados, adequada tanto para fins logísticos e industriais como para ‘last mile’”, anunciou a empresa na página que administra na Internet.

De acordo com a VGP, a futura plataforma vai oferecer “áreas que podem ir dos 5 mil metros quadrados (superfície mínima) até à totalidade do parque, para soluções personalizadas às grandes operações”. E as instalações, garante a empresa belga, vão proporcionar “condições adequadas, de elevada qualidade, para os serviços de logística, armazenagem, actividade comercial e indústria ligeira”.

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A localização também é apontada como forte vantagem. A implantar “na Estrada Nacional n.º 5, junto ao cruzamento da A33 e A12, a 18 Km do centro de Lisboa”, o VGP Park Montijo ficará servido pelas referidas autoestradas, que “permitem uma ligação privilegiada com a A2 e com a A1, além da conexão a Lisboa e ao aeroporto pela Ponte Vasco da Gama”.

Nuno Canta reconhece “a centralidade do Montijo e a proximidade a Lisboa” como um dos factores determinantes para a captação do investimento e realça a aposta da VGP no concelho. “Penso que este é um dos primeiros parques do género que a empresa faz em Portugal”, afirmou, ao mesmo tempo que avançou com uma estimativa para o arranque da construção do VGP Park Montijo. “Ainda no primeiro semestre de 2023, o mais tardar, embora tudo dependa muito da celeridade que o investidor queira dar ao processo”, frisou.

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“É um período áureo da nossa economia”

A futura estrutura poderá criar alguns postos de trabalho, mas, face às suas características, “não muitos”. O equipamento, explica o edil, “será sempre um grande apoio às empresas, que assim poderão instalar-se no Montijo”. “Lisboa não tem terrenos para logística e o nosso parque industrial será sempre fundamental para isso. Este investimento será mais um a ajudar a robustecer a nossa economia local”, lembrou.

Além disso, admite o autarca, constitui “mais um passo no sentido da internacionalização do Montijo”. É sempre assim “quando o investimento acontece no âmbito de capital estrangeiro”, sublinhou. “O aeroporto [na Base Aérea n.º 6] seria o elemento mais fundamental para isso, mas este tipo de investimentos é também de capital importância para a internacionalização do Montijo. Temos uma série de investidores que nos permite afirmar que estamos a viver uma época histórica de grande internacionalização, um período áureo da nossa economia”, afirmou, sem deixar de apontar alguns exemplos.

“O VGP Park Montijo não é investimento único, em termos de capital estrangeiro. Ainda recentemente assistimos ao alargamento em Pegões das instalações da Sjaak van Schie, empresa neerlandesa especializada na produção de hortênsias”, recordou, antes de indicar alguns exemplos. “A nossa economia está bastante internacionalizada e diversificada. Além do sector agrícola, temos o sector do comércio com a Mercadona, o Aldi, o Lidl ou o Alegro. Temos cada vez mais iniciativas de capital estrangeiro, até mesmo no sector imobiliário, como a Portugal Slow Living, que investiu no Bairro dos Pescadores, por detrás da Escola Conde Ferreira, entre outros”, concluiu.

O SETUBALENSE contactou a VGP, mas a empresa remeteu para mais tarde a prestação de informação adicional sobre o projecto, como o valor estimado do investimento.

Nuno Canta Projecto ‘está em fase final de aprovação’ e monumento em rotunda será ‘comparticipado’

O projecto do VGP Park Montijo “está em fase final de aprovação” na autarquia. Segundo Nuno Canta “falta acordar com a empresa as obras de urbanização, cedências que têm de estar reguladas através de um denominado contrato de urbanização, de acordo com a lei”.

O presidente da Câmara Municipal adiantou, no entanto, algumas das exigências que espera ver cumpridas pela empresa belga. “A estrada de acesso ao futuro parque, a remodelação de esgotos e abastecimento de água, a pavimentação de uma estrada e, mais importante, contribuírem para a construção do monumento de homenagem à floricultura a erigir na rotunda do apeadeiro de Sarilhos, que tem a concepção estética do artista italiano Tony Cassanelli. A empresa vai comparticipar o custo da construção”, apontou Nuno Canta.

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