29 Novembro 2022, Terça-feira
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Demolições no Segundo Torrão terminam hoje e Protecção Civil de Almada afirma que processo tem sido tranquilo

CDU mostra-se compreensiva com decisão de demolição, mas exige relatório sobre quantas pessoas foram, de facto, realojadas 

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Termina hoje a demolição das 83 casas clandestinas em perigo de derrocada no Bairro do Segundo Torrão, na Trafaria, onde residiam 60 famílias. Está previsto que a operação decorra ainda na parte da tarde e, cerca das 18h00, será realizado um briefing pela Protecção Civil Municipal de Almada sobre toda a intervenção e qual o número de pessoas que foram realojadas em habitações ou em unidades hoteleiras no concelho ou nas imediações.

Ontem, ao fim da manhã, a vereadora responsável pela Protecção Civil, Francisca Parreira, afirmava a O SETUBALENSE que a demolição “estava a realizar-se tranquilamente” e que “todas as situações não esperadas, que normalmente acontecem, também têm sido resolvidas e encaminhadas para respostas sociais”.

Entretanto, na reunião de câmara de segunda-feira, 3 de Outubro, a presidente da autarquia, Inês de Medeiros, avançou que entre 1 de Outubro e aquele dia, eram “onze os agregados familiares realojados”, e a perspectiva é que até esta quinta-feira fossem realojadas “mais treze famílias”. Um número que a autarca disse não poder dar com precisão uma vez que entre o levantamento, “diário”, realizado pelos serviços do município e o período da demolição, outras pessoas surgiram. Um facto que Francisca Parreira confirmou ontem ter acontecido.

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Entretanto, na passada semana, Inês de Medeiros já tinha avançado que “nove agregados já estão realojados temporariamente e há mais 27 que têm uma solução habitacional aceite pelos próprios”.

Referindo-se às situações que surgiram durante a demolição, a presidente deu como garantia que “todas as pessoas têm resposta”, ou através de realojamento em casas, ou em período transitório nas unidades hoteleiras. “Estão a ser acompanhadas pela Câmara e pela Segurança Social”. No caso das pessoas que, entretanto, ficam nas unidades hoteleiras, “a Câmara garante as refeições”, afirmou.

Na mesma reunião pública, a líder da banca da CDU, Maria das Dores Meira, que se mostrou ao lado da presidente socialista neste processo “difícil de realojamento”, solicitou que depois de toda a operação fosse disponibilizado pelo serviços da autarquia “um relatório sobre quantas pessoas foram realojadas com arrendamento financiado pelo IHRU [Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana], e quem teve de ficar em unidades hoteleiras”, documento que está a ser elaborado pela Protecção Civil Municipal e que Inês de Medeiros prometeu disponibilizar.

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O cronograma da intervenção para retirar as casas que estavam construídas em cima da vala de drenagem que atravessa o bairro e que foi identificada pelos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Almada como apresentando risco de “colapso”, envolve seis zonas, sendo que a maior área de demolição decorreu na terça-feira e, “serenamente”, afirma Francisca Parreira. E o mesmo aconteceu na zona B2, no dia seguinte, e estava a acontecer, ontem pela manhã na zona B1.

O único caso que a vereadora da Protecção Civil aponta é o da Providência Cautelar remetida por seis famílias das casas inscritas para demolição para que esta fosse suspensa, alegadamente, por não terem sido integradas no realojamento. “A Câmara já foi notificada e cada caso está a ser analisado pelos serviços do município para dar resposta”, disse a O SETUBALENSE.

Hoje está a ser demolida a zona A, que corresponde às últimas cinco construções das 83 programadas. “O direito à habitação é inalienável, e as pessoas elegíveis que moravam nas casas que foram demolidas vão ser realojadas”, afirma Francisca Parreira. Ao mesmo tempo vinca que esta operação no Segundo Torrão “tem como objectivo proteger as pessoas, animais e bens”, e acrescenta: “É preciso prevenir eventuais danos e perda de vidas. Foi o princípio da prevenção e precaução que levou a Câmara a agir com urgência”.

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