30 Novembro 2022, Quarta-feira
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Costa da Caparica quer unir forças para denunciar serviço da Carris Metropolitana na localidade

Do largo central da freguesia surgiram ideias para levar o protesto à Assembleia da República e a Marcelo Rebelo de Sousa. Amanhã o protesto é em Cacilhas

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Cerca de meia centena de pessoas estiveram na manhã de hoje, sábado, em protesto no largo central da Costa da Caparica contra o funcionamento do novo serviço de transportes rodoviários da Carris Metropolitana, efectuado pela operadora Transportes Sul do Tejo (TST). Uma manifestação pacífica, mas onde as vozes zangadas se fizeram ouvir; e surgiram ideias para levar a ‘luta’ até aos ouvidos do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, fazer chegar as queixas a debate na Assembleia da República, enviar documentos à Procuradoria-Geral da República, contestar junto da Transportes Metropolitanos de Lisboa (TML) e reforçar protestos junto da Câmara de Almada e Assembleia Municipal.

Convocada pela movimento “Passageiros de Transportes Públicos da Costa”, através da rede social Facebook, a manifestação foi liderada por Paulo José Silva, residente na Costa da Caparica, e vincou a falta de horários e carreiras na cidade atlântica do concelho de Almada, falta de percurso rápidos, supressão de carreiras e exigiu a reposição de carreiras entre a localidade e o Areeiro (Lisboa).

“Antes do serviço da Carris Metropolitana, os transportes na Costa da Caparica, e Trafaria, eram maus, agora estão bem pior”, afirma Paulo José da Silva. Diz que, depois de protestos, [junto da Câmara de Almada e TML], algumas carreiras foram ajustadas às necessidades das pessoas das freguesias, mas “ainda não respondem ao que os utentes precisam”. Uma das situações que mais se ouviu durante o protesto foi a dificuldade nas deslocações para os locais de trabalho e regresso a casa.

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“A 1 de Julho [início da nova operação da Carris Metropolitana no concelho de Almada] foi prometida uma revolução nos transportes públicos, mas o que tivemos foi uma desilusão a partir desse dia. Se estávamos mal com a TST, agora ficámos ainda pior”, reforça Paulo José Silva.

Apenas com dois cartazes, escritos a tinta fina, lia-se: “A Costa não é uma ilha; carris Metropolitana não nos deixes apeados”. O outro alertava: “Carris Metropolitana, apeados não, por mais e melhores transportes”. E em folhas simples A4, numa delas os manifestantes relembrava uma exigência de longa data, da população e autarquia: “Metro Sul do Tejo até à Costa; ontem já era tarde”. E noutra exigiam: “Melhores horários” nas ligações fluviais entre a Trafaria e Belém”.

Sem documento para recolha de assinaturas, nem microfone nem megafone, o alerta para uma mobilização mais organizada, veio de um cidadão residente na Costa da Caparica. Num discurso calmo e simples, o homem de 74 anos, Filipe Araújo, que contou ter sido durante vários anos autarca na Câmara de Lisboa, Assembleia Municipal da capital e na Assembleia de Freguesia do Lumiar, lembrou protestos antigos no outro lado do Tejo onde, no caso de um jardim que esteve para desaparecer para dar lugar a construção, “a situação só foi resolvida com a união das pessoas e de todos os partidos políticos”.

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Foi a essa dinâmica que apelou para resolver o problema dos transportes rodoviários na Costa da Caparica. “Todos temos um problema que queremos resolvido”, disse.

‘Apanhado’ pelo protesto, chegou de saco de compras na mão, e decidiu intervir para afirmar que “o projecto do serviço da Carris Metropolitana não foi pensado tendo em consideração dos passageiros, mas sim aumentar lucros das operadoras. São pagas ao quilómetro e não pelo número de passageiros. Isto é um absurdo”, disse.

E foi dele que partiu a ideia de conseguir uma aproximação com a Gandaia – associação sem fins-lucrativos que tem como objectivo a promoção da Costa da Caparica -, para que, através desta, fosse constituída “uma secção direccionada para os transportes onde sejam recolhidas as queixas das pessoas [da freguesia]. Cada um de nós, sozinho, não vai resolver o problema”. O intuito é “conjuntamente com todos os partidos”, vincar o problema dos utentes junto das altas instâncias do Estado.

Entretanto, da parte do movimento “Passageiros de Transportes Públicos da Costa”, através de Paulo José Silva, ficou o compromisso de recolher e divulgar queixas dos cidadãos na rede Facebook, e reforçar o protesto na Assembleia de Freguesia da Costa da Caparica, que tem sessão ordinária agendada para Dezembro, e na próxima Assembleia Municipal de Almada.

O protesto da população de Almada contra a forma de funcionamento da Carris Metropolitana no concelho, continua amanhã, domingo, em Cacilhas, com uma manifestação organizada pelo “Movimento Fartos!”, que se diz apartidário, às 16h30, junto ao Chafariz de Cacilhas.

“Está na hora de obtermos respostas concretas aos problemas que a Carris Metropolitana criou em todos os concelhos, [da Margem Sul] com uma maior intervenção do Governo e a responsabilização de todos os intervenientes: Conselho Metropolitano da Área Metropolitana de Lisboa, todas as câmaras municipais e TML”, lê-se na convocatória.

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