7 Dezembro 2022, Quarta-feira
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Câmara de Almada inicia sábado demolição de 83 construções no bairro do 2.º Torrão

A necessidade de realojamento urgente de dezenas de famílias do bairro do 2.º Torrão deve-se ao risco de derrocada de 83 de construções clandestinas

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A demolição de 83 construções clandestinas do bairro do 2.º Torrão e o realojamento temporário de 60 famílias vão decorrer de 01 a 06 de Outubro, anunciou hoje a presidente da Câmara de Almada, Inês de Medeiros (PS).

“Nove agregados familiares já estão realojados temporariamente e há mais 27 que já têm uma solução habitacional aceite pelos próprios”, disse a autarca socialista, que falava aos jornalistas em conferência de imprensa no Parque da Paz, em Almada.

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Segundo Inês de Medeiros, alguns destes moradores que vão ser realojados através do programa Porta de Entrada – Programa de Apoio ao Realojamento Urgente, co-financiado pelo Instituto da habitação e Reabilitação Urbana (IHRU), terão de permanecer alguns dias em unidades hoteleiras de Almada ou de Lisboa, até que sejam formalizados os respectivos contratos e possam ocupar as novas casas.

Inês de Medeiros referiu também que a autarquia continua a procurar respostas para 16 famílias, oito das quais já recusaram soluções propostas pela autarquia.

A necessidade de realojamento urgente de dezenas de famílias do bairro do 2.º Torrão deve-se ao risco de derrocada de 83 de construções clandestinas – nem todas utilizadas como habitação – edificadas em cima de uma linha de águas pluviais que foi encanada.

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De acordo com a Protecção civil de Almada, as perfurações efectuadas para ligações clandestinas dos esgotos à linha de água, fragilizaram ainda mais a estrutura da conduta e aumentaram o risco de derrocada.

Devido a esse risco, a Câmara de Almada decidiu declarar situação de alerta e activar o Plano Municipal de Protecção Civil naquele bairro.

O processo de demolição, com início no próximo sábado, vai decorrer ao longo de seis dias, um para cada zona previamente delimitada e comunicada aos moradores.

A Câmara de Almada já tem em curso o processo de construção de 95 novos fogos, com projecto de arquitectura aprovado, para acolher, a título definitivo, os moradores do 2.º Torrão que nos próximos dias terão de abandonar as suas casas por razões de segurança.

Na quarta-feira, a presidente da Associação Cova do Mar, que presta apoio social no Bairro do 2.º Torrão, na Trafaria, Almada, afirmou numa reunião da Assembleia da União de Freguesias da Caparica e Trafaria que o processo de realojamento temporário de urgência não contemplava todos os moradores e que, para alguns deles, estava a ser um processo de desalojamento, não de realojamento.

A presidente da Câmara de Almada não quis abordar casos individuais, mas disse que o município assegura o realojamento temporário a todos os agregados familiares elegíveis, e que os restantes moradores, que não cumprem os requisitos por razões diversas, serão realojados através da Segurança Social.

De acordo com a Câmara de Almada, entre os moradores do bairro do 2.º Torrão não elegíveis para o realojamento de urgência temporário estão pessoas que têm uma segunda habitação na Área Metropolitana de Lisboa ou que estão a trabalhar e a residir no estrangeiro, mas a autarquia garante que todo o processo é dinâmico e que está disponível para corrigir eventuais falhas, caso existam.

Na conferência de imprensa, a presidente da Câmara de Almada lembrou, no entanto, que este processo de realojamento temporário não abrange todos os moradores do bairro, onde existem centenas de famílias e de construções clandestinas.

Como sublinhou Inês de Medeiros, trata-se de um realojamento temporário que se destina apenas a pessoas que residem nas casas que estão em risco de derrocada e que vão ser demolidas.

GR / Lusa

 

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