26 Setembro 2022, Segunda-feira
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Motoristas dos PALOP ajudam a resolver problemas dos transportes rodoviários na região

Seis dezenas de profissionais chegam de Cabo Verde. Presidente da Câmara Municipal lamenta que contrato não esteja a ser cumprido e fala em penalizações

 

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A contratação de motoristas dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) vem dar esperança à região, ao contribuir para a resolução de parte dos problemas registados no serviço rodoviário de passageiros, a cargo da operadora Alsa Todi.

No total, vão chegar aos cinco concelhos que compõem o lote 4 da Área Metropolitana de Lisboa – que engloba Alcochete, Moita, Montijo, Palmela e Setúbal – seis dezenas de profissionais de Cabo Verde, sendo que “os primeiros 25 vieram na passada semana e já estão a ter formação”.

A informação foi avançada por André Martins, presidente da Câmara Municipal de Setúbal, na reunião pública de quarta-feira, tendo o autarca explicado ainda que “há motoristas que têm tido algumas dificuldades com os vistos”.

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“Há motoristas que têm tido algumas dificuldades com a possibilidade de virem trabalhar para Portugal, ou seja, com todas as condições e exigências que um profissional de transporte de passageiros deve ter”, acrescentou.

Antes, o edil disse considerar “profundamente lamentável que o contrato não esteja a ser cumprido”, uma vez que se trata de um “serviço fundamental”. “Este não cumprimento por parte da Alsa Todi estava e está a penalizar as populações, designadamente quem tem empregos. Naturalmente que haverá penalizações, mas [estas] não resolvem o problema.

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As pessoas precisam dos autocarros”, salientou. PS e PSD defendem mais exigência e intransigência Também a oposição garantiu estar a acompanhar a situação “com bastante preocupação”, ao mesmo tempo que defendeu que a Câmara Municipal tem de ser “mais exigente” e “intransigente com quem gere a concessão”.

Por parte da bancada do Partido Socialista, o vereador Joel Marques afirmou que “as dificuldades vão além da limitação do número de motoristas afectos às carreiras”.

“Podemos considerar que o incumprimento de horários decorre da falta de motoristas. No entanto, enquanto os utentes estão nas paragens, muitas vezes mais do que duas horas, passam três ou quatro carreiras destinadas às praias da Arrábida. Se calhar, os recursos humanos têm estado alocados às carreiras erradas”, atirou.

Além disso, também a existência de “alguns erros de cálculo na localização de paragens” foi referida pelo eleito socialista, que afirma estar em causa “aquilo que é a confiança que os utentes têm no transporte público”, assim como “os milhões de euros que os municípios têm investidos na solução”.

“É chegado o momento de ouvir o que o Conselho Metropolitano tem para dizer sobre o funcionamento [do serviço], que tem sido errático. É um investimento significativo e importante, quer do ponto de vista da gestão da mobilidade, quer da gestão das emissões de carbono, que está em causa por não termos uma resposta adequada”.

Já a vereadora Sónia Martins (PSD) disse ter conhecimento de que “a fixação dos horários que estão nas paragens muitas vezes não corresponde ao local onde as pessoas estão”.

“Isto é uma questão de mera organização. A verdade é que passaram três meses e continuamos com problemas recorrentes. Temos de começar a ser intransigentes porque a empresa tem de nos dar respostas”, salientou.

Para a social-democrata, os problemas actualmente registados vão fazer com que “as pessoas que já não confiavam nos transportes públicos e já não os utilizavam, [tenham a] tentação de pegar no carro”.

“Eu compreendo. Não posso estar uma hora e meia à espera de transporte para ir trabalhar. É um risco enorme utilizar os transportes neste momento e é necessário começarmos num patamar de exigência maior”, considera.

Transporte escolar Reuniões com agrupamentos e Carris Metropolitana preparam serviço

Com as aulas a arrancarem nas próximas semanas, também o transporte escolar tem preocupado o executivo municipal. A O SETUBALENSE, Rita Carvalho, vereadora com o pelouro da Mobilidade, garantiu que “a Câmara Municipal tem promovido reuniões preparatórias com os agrupamentos de escolas, a Carris Metropolitana e a Alsa Todi”.

“A operadora tem sido informada que o serviço de “transporte escolar” tem de estar preparado e operacional, sem falhas, no início do período escolar. Por parte da Alsa Todi estão a ser concluídos os horários escolares, de acordo com informação dos agrupamentos, de entrada e saída das escolas”, revelou.

“Os horários das carreiras que servem os diferentes equipamentos escolares”, garantiu a autarca, “estão a ser adaptados aos horários de funcionamento das escolas”.

O assunto foi igualmente referido na reunião pública de quarta-feira, com André Martins, presidente da Câmara Municipal, a afirmar que “a preocupação maior [da autarquia] tem a ver com a garantia que tem de ser dada de que as crianças e jovens [do concelho] têm garantido o transporte escolar”.

“Queria deixar aqui o compromisso de que o presidente da Câmara e a Câmara Municipal farão tudo aquilo que estiver ao seu alcance para que, no dia do início do ano escolar, as crianças e jovens tenham o transporte garantido”, adiantou.

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