6 Outubro 2022, Quinta-feira
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Setúbal: Espuma bloqueia parquímetros no parque de estacionamento Convento de Jesus

Os parquímetros continuam a irritar a cidade. Até agora têm sido pichagens, agora chegou à tentativa de ‘apagar’ máquinas

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Os parquímetros instalados em algumas artérias e parques de estacionamento da cidade de Setúbal, obrigando a pagamento, continuam a não ser bem aceites por algumas pessoas. Assim que começaram a ser instalados, entre fins de Março e início de Abril deste ano, ouviram-se protestos e algumas máquinas foram vandalizadas, mas nunca como o que aconteceu na passada quinta-feira, 1 de Setembro, em que foi injectada espuma de poliuretano no compartimento de saída do ticket de estacionamento, inviabilizando o uso do serviço.

Aconteceu no Parque Convento de Jesus, na zona de Montalvão, em que “foi colocada espuma usada em carpintaria em cerca de quatro máquinas”, identifica Luís Sousa, presidente do conselho de administração da DataRede, empresa madeirense que gere estes equipamentos em Setúbal.

“Quando se implementam parquímetros é normal existirem algumas práticas de [vandalização], mas nada de alarmante ou significativo”, comenta o responsável da empresa a O SETUBALENSE. De facto, logo na manhã do dia seguinte, sexta-feira, foi retirada a espuma e as máquinas voltaram a ficar operacionais. Até agora, a vandalização das máquinas tem-se ficado por pichagens, pelo que o acto de bloqueamento destas com espuma terá sido o mais afoito.

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“Temos câmeras portáteis que podem ser colocadas dentro das máquinas, quando existe um caso de vandalismo que as danifique mesmo conseguimos saber quem o fez. Mas o caso de agora não consideramos vandalismo”, afirma Luís Sousa que esclarece: “As câmeras são colocadas em parceria com as autoridades”. Quanto à possibilidade das máquinas no Parque Convento de Jesus estarem equipadas com estas câmeras de identificação, o responsável pela DataRede apenas refere: “Não posso dizer se existiam naqueles paquímetros”.

O que a empresa já sabe é que parte das pichagens “têm sido feitas por uma pessoa de idade avançada, muitas delas com corrector ortográfico”, mas algumas parecem ser feitas, talvez por outros, e com tinta spray.

Com as máquinas a funcionarem em rede, rapidamente a central da DataRede consegue saber se existe um problema em determinada zona, e foi assim que chegaram ao caso no Parque do Convento de Jesus. E apesar de na cidade se afirmar que outras máquinas foram ‘atacadas’ com espuma, Luís Sousa garante que isso não aconteceu. O que acontece é que o desagrado com a colocação dos parquímetros persiste.

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Um dos funcionários da empresa a trabalhar na zona do parque do Mercado Livramento, corrobora o que diz o administrador a O SETUBALENSE, que algumas pessoas protestam, mas mais não tem acontecido do que os tais escritos, e estes aconteceram com “mais frequência no início da instalação das máquinas”. Quanto a actos mais severos, infere que “não”.

Mas o certo é que um post no Facebook, a 1 de Setembro, a denunciar a colocação de espuma em parquímetros espalhou-se pela cidade. “Sim, ouvi que alguns paquímetros foram vandalizados”, afirma Joana Santos, funcionária de um snack bar do tradicional Mercado do Livramento, já considerado como um dos mais bonitos do mundo. “Ali em baixo, no [parque anexo ao Mercado] dizem que foram vandalizados parquímetros”, mas nada viu sobre existir espuma nestes equipamentos de gestão de estacionamento.

“As pessoas estão descontentes, muitas delas são trabalhadoras aqui na zona do Mercado. Muitas têm de se levantar muito cedo para começarem ao trabalho às quatro ou seis da manhã, e ainda têm de estar sujeitas a pagar estacionamento, talvez por isso aconteçam casos de vandalização dos parquímetros”, e logo a seguir deduz: “É possível que exista quem tome as dores dessas pessoas e tente avariar os paquímetros”, mas nada de que tenha conhecimento pessoal. Por agora apenas tem visto que em algumas das máquinas foram pintados escritos. E isso é fácil de ver.

Um dos patrulheiros de Setúbal, grupo de cidadão que ‘vigia’ a cidade, que não se quis identificar, confirma que muitos paquímetros exibem pichagens, mas sobre vandalização que chegue a avariar estes equipamentos, desconhece. “Vários paquímetros ali na zona do Mercado estão pintados, inclusivamente o écran que permite ver os preços, mas nada mais”.

Sobre casos de vandalização ‘severa’ também um funcionário do restaurante Bombordo, perto ao Mercado do Livramento, desconhece que existam. “Não tenho conhecimento de ter sido colocada espuma nos parquímetros, diz Miguel Santos, mas tem visto que alguns apresentam escritos. Com o restaurante a ter espaço para estacionamento, pelo que não tem paquímetros, o seu protesto é que estas máquinas tenham sido instaladas nas proximidades sem que primeiro fossem feitas demarcações para estacionamento.

“Além de terem sido colocados antes da data prevista, e as pessoas não sabiam se tinham de colocar moedas para pagar, não foram desenhados os espaços de estacionamento. Houve a preocupação de [instalar as máquinas] e nada mais foi providenciado”, diz.

Certo é que o descontentamento existe e a notícia de paquímetros vandalizados com espuma atravessou a cidade e limítrofes. O SETUBALENSE percorreu a baixa da cidade, mas apenas se apurou o caso no Parque do Convento de Jesus, e na zona foi confirmado o que disse Luís Sousa. “Hoje de manhã [sexta-feira] já estavam a funcionar”, disse quem a frequenta.

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