11 Agosto 2022, Quinta-feira
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Diocese de Setúbal rejeita “ocultação” de caso de abuso sexual

Em causa está o alegado encobrimento de uma denúncia de abuso sexuais a menores pelo Bispo emérito de Setúbal, D. Gilberto Reis.

 

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A Diocese de Setúbal reagiu esta sexta-feira às notícias que dão conta do envolvimento do Bispo emérito de Setúbal, D. Gilberto Reis, ao encobrimento de uma denúncia de abuso sexual de menores.

Em comunicado, a Diocese de Setúbal confirma que existiu, entre 2008 e 2015, uma investigação canónica a um padre diocesano, motivada por queixas de abuso sexual de menores. “O processo canónico foi organizado pelo Bispo diocesano [D. Gilberto Reis] à data dos acontecimentos, tendo sido ouvidas todas as partes envolvidas, ou seja, o alegado perpetrador e as alegadas vítimas”, sublinhou a diocese.

Durante o tempo em que decorreu a investigação, a diocese afirma ainda que “o sacerdote em causa foi suspenso das suas funções, mas após a conclusão do processo, o decreto emanado pela Santa Sé ilibou o padre e permitiu que voltasse a exercer o seu ministério, com o ofício de pároco”. Assim, a nota sublinha que “a Diocese de Setúbal não se revê nas expressões ‘ocultação’ ou ‘encobrimento’, dado que o processo de averiguação decorreu no cumprimento das orientações canónicas e civis em vigor à data.”

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É ainda reafirmada “a importância do caminho que a Igreja portuguesa está a percorrer” e garantido que “a Diocese de Setúbal está empenhada em, através da sua Comissão de Protecção de Menores e Pessoas Vulneráveis promover um ambiente de segurança, são relacionamento e cuidado dos mais novos e mais frágeis, bem como em acolher e cuidar daqueles que possam ser vítimas de abuso e comportamentos desviantes”.

Caso de abuso sexual tem mais de três décadas

O alegado encobrimento do caso de abuso sexual de menores remete para 1990, quando um padre, que tinha a seu cargo duas paróquias da zona norte do distrito de Lisboa, terá abusado sexual de crianças.

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A notícia, avançada pelo Observador na semana passada, refere que, à época, foi feita uma denúncia pela mãe de uma das alegadas vítimas ao então cardeal-patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, e, recentemente, a D. Manuel Clemente. No entanto, alegadamente nenhum deles prosseguiu com a denúncia às autoridades.

Para além desta suposta ocultação, sabe-se, através de investigação levada a cabo pelo Expresso, que dois bispos terão encobrido de igual forma a referida denúncia. Em causa, estão agora o bispo da Guarda, D.Manuel Felício e o bispo emérito de Setúbal, D.Gilberto Reis.

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