12 Agosto 2022, Sexta-feira
- PUB -
InícioLocalSetúbalPresidente da Cáritas Diocesana diz que não há condições para manter ATL...

Presidente da Cáritas Diocesana diz que não há condições para manter ATL em funcionamento

Domingos de Sousa garante que foram apresentadas alternativas às famílias das crianças que frequentavam o centro

 

- PUB -

O Equipamento de Apoio à Infância ‘O Cogumelo’ não vai manter as funções de Centro de Actividades de Tempos Livres (CATL) no próximo ano lectivo. A confirmação foi dada a O SETUBALENSE pelo presidente da Cáritas Diocesana de Setúbal, que afirma ter dado alternativas às famílias das crianças que frequentavam a instituição, numa reunião realizada já este mês. De acordo com Domingos de Sousa, não há condições para manter o ATL em funcionamento por mais tempo.

“Nós tínhamos um contracto com a TST com duração até 31 de Julho, mas que terminou no dia 31 de Maio, uma vez que a Alsa Todi ficou com este sistema de transportes. No dia em que se deu cessação do contracto, começámos logo a trabalhar para arranjar uma alternativa”, esclarece o presidente. “Acontece que só nesta altura fiquei a saber que a empresa TST estava a fazer-nos um preço especialíssimo por este serviço, um valor que rondava entre os 2780 e os 2940 euros. Quando começámos à procura de alternativas percebemos que nenhuma empresa da região praticava estes preços”, prossegue.

“Percebemos que a solução seria aumentar bastante as mensalidades ou terminar com este serviço,” refere Domingos de Sousa. A confirmação é avançada pelo presidente da Cáritas Diocesana em sequência de uma carta aberta redigida pelos pais das crianças do CATL e publicada n’O SETUBALENSE no dia 20 de Julho, a pedir à instituição para “não desistir”. Domingos de Sousa garante que foram apresentadas diversas soluções aos pais na referida reunião e que nenhuma avançou por falta de resposta dos mesmos. “Eu dei abertura na reunião. Disse que a Cáritas não iria fazer contractos de transporte a pagar 200 euros por dia. No entanto, se 18 ou 20 famílias colocassem cá as crianças e as viessem buscar, eu garantia a resposta social até ao fim do próximo ano lectivo. Eu assegurei isso, mas, até à data de hoje, ninguém nos contactou nesse sentido”.

- PUB -

Apesar de ser uma “situação desconfortável”, Domingos de Sousa afirma que “não está preocupado”. “O ATL não é uma resposta da Cáritas. Pode ser, num contexto em que eu o possa exercer porque os pais gostam ou porque a Cáritas passa os seus valores e princípios, mas têm de existir condições para a sua realização. Se fosse um caso de pobreza, a Cáritas tinha obrigação de agir, só que o problema é outro e existe resposta para ele,” afirma o presidente da instituição.

“Na reunião, a direcção do equipamento ‘O Cogumelo’ fez o levantamento das instituições da região que ofereciam este serviço e que ainda tinham vagas e apresentou-as aos pais. Eu próprio expliquei bem as razões pelas quais tomámos esta decisão e chamei à atenção para o facto de existirem respostas sociais para as quais temos de estar disponíveis – a situação dos sem-abrigos ou dos jovens em situação de risco”, acrescenta. Domingos de Sousa sublinhou ainda ter tido o cuidado de verificar as mensalidades pagas por este serviço, afirmando que “em 32 crianças, 50% tinha mensalidades relativamente baixas”, o que “não permite que o ATL mantenha as suas funções.”

No entanto, o presidente garante que o encerramento da instituição em nada interfere com os seus funcionários e assegura que “todos irão ter os seus postos de trabalho.” Contrariamente, os pais na carta aberta afirmaram não terem sido “apresentadas estratégias mobiliza[1]das pelo presidente e pela direcção no sentido de resolver o problema”. “A posição por parte do presidente foi irredutível, fechada ao diálogo, autocrática e, na perspectiva das famílias, indiferente à impossibilidade de muitos pais conseguirem arranjar uma solução a curto prazo para os seus filhos, sujeitos a listas de espera e/ou valores incomportáveis apresentados por instituições privadas”. O SETUBALENSE contactou ainda a empresa TST, que confirmou a cessação de contracto por mútuo acordo, não tendo “mais declarações a fazer.”

Comentários

- PUB -

Mais populares

PSP de Setúbal sem meios para se deslocar a atropelamento em frente à esquadra

Acidente na Avenida Luísa Tody fez uma vítima de 88 anos

Hospital da Luz Setúbal confirma nova clínica no centro da cidade

Dr. José Ferreira Santos, director clínico do estabelecimento, confirma pólo adicional para aproximar clientes do centro hospitalar

João Martins: “Deixo uma casa com bom nome e reconhecida”

Criou, desenvolveu e consolidou a Escola Profissional do Montijo (EPM). Ao fim de 29 anos e uns pozinhos, o professor decidiu passar o testemunho
- PUB -