23 Março 2023, Quinta-feira
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Bataria do Outão vai ser hotel ou pousada com concessão a 50 anos e renda anual de 130 mil euros

Secretária de Estado do Turismo diz que responsáveis estão “cheios de expectativas de poder encontrar um fiel depositário deste legado imenso”

 

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Cumprida a função de “infra-estrutura de defesa costeira da região de Lisboa”, e depois de 24 anos ao “abandono”, a 7.ª Bataria do Outão está ‘pronta’ para renascer como hotel ou pousada.

Por um período de 50 anos e mediante o pagamento de uma renda anual de cerca de 130 mil euros, foi ontem lançado o concurso para a concessão da construção militar.

Na cerimónia, realizada em plena 7.ª Bataria da Costa do Outão, Rita Marques, secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, garantiu que os responsáveis do sector estão “cheios de expectativas de poder encontrar um fiel depositário deste legado imenso que foi deixado já há 24 anos, provavelmente há tempo demais”.

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Com o património a ser reconvertido, requalificado e aberto à comunidade, a governante frisou igualmente que vão ser criados “postos de trabalho, riqueza e também motivos de orgulho” a quem pela 7.ª Bataria do Outão passou entre 1954 e 1998, anos em que funcionou como o sétimo reduto de defesa da costa marítima portuguesa, dando protecção à foz do Rio Sado.

“O imóvel constitui um verdadeiro espólio da história militar, que deve ser preservado e valorizado. A localização privilegiada, com fantásticas vistas para o Estuário do Sado, a Península de Tróia e a Serra da Arrábida, constitui uma mais-valia para o desenvolvimento de um projecto turístico”, frisou.

Sendo o concurso lançado no âmbito do Revive, com os potenciais investidores a terem um prazo de 120 dias para apresentar propostas, Rita Marques fez igualmente questão de explicar que o programa permite confiar “na regeneração do património que está devoluto, que não tem qualquer utilização há demasiados anos”.

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“O sector do Turismo tem a responsabilidade de regenerar os territórios, criando projectos-âncora que podem ser novos atractores de fluxos turísticos e motivos de orgulho para as comunidades”, sublinhou a governante, para em seguida revelar que “o turismo militar é um dos muitos exemplos da diversidade que têm os activos do Revive”.

A O SETUBALENSE, a governante afirmou ter “demorado mais de dois anos para ser feito o levantamento do equipamento e a regularização cadastral”.

Já o presidente da Câmara Municipal de Setúbal, André Martins, disse tratar-se de um primeiro passo para a resolução de um problema para o qual a autarquia alertava há vários anos. “Manifestamos a nossa satisfação pelo que significa este ato que agora celebramos, pois poderá marcar o fim do período de 24 anos em que estas instalações se degradaram gravemente. Um estado de abandono e degradação que se estende a todo o imóvel e para o qual, na Câmara Municipal de Setúbal, temos alertado as autoridades competentes com muita insistência nos últimos anos”, afirmou.

Além disso, considera o edil que a concessão vem igualmente fazer jus a “um dos mais privilegiados postos de observação” da cidade. “Há cerca de 24 anos que foi abandonado e era necessário haver uma iniciativa no sentido de que este património fosse recuperado.

Além de Setúbal, é um património nacional e até europeu, porque esta bataria foi construída na sequência da II Guerra Mundial para fazer o controlo dos navios que pudessem chegar à costa”, relembrou.

A 7.ª Bataria do Outão, que com o Forte Velho do Outão tem uma área bruta de construção de 6 909 metros quadrados, é o 28.º imóvel colocado a concurso no âmbito do programa Revive.

Unidade hoteleira terá capacidade para 35 quatros

Caso venha a ser instalada uma unidade hoteleira na 7.ª Bataria do Outão, a infra-estrutura terá capacidade para 35 quartos, explica o Turismo de Portugal na página on-line do programa destinado à reabilitação de imóveis públicos sem utilização, em regime de concessão a privados com fins de utilização turística.

Também na cerimónia esteve Teresa Monteiro, vice-presidente do Turismo de Portugal, tendo recordado que o Revive surgiu depois de o Estado perceber que existia um conjunto de imóveis, sua propriedade ou de outras entidades públicas, que estavam desocupados, sem utilização há muitos anos e degradados.

“E são todos eles património que está classificado, que tem uma importância histórica, cultural, arquitectónica relevante para o País e também no meio em que estão inseridos”, salientou.

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