4 Dezembro 2022, Domingo
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Autoeuropa de pedra e cal na frente das exportações e Navigator imbatível nos resultados líquidos

Ranking das 250 maiores exportadoras do Distrito de Setúbal, com base em dados da IBERINFORM, mostra o impacto da pandemia no sector empresarial

 

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Mais de 2,5 mil milhões de euros foi o valor alcançado pela Volkswagen Autoeuropa (Palmela) em vendas para o mercado estrangeiro, o que lhe permitiu continuar à frente do ranking das 250 maiores exportadoras do Distrito de Setúbal em 2020. Mas a The Navigator Company (Setúbal), que vem logo atrás na tabela com um encaixe superior a 1,1 mil milhões de euros, foi quem apresentou maiores resultados líquidos – neste último indicador económico, a empresa sediada na Mitrena e ligada ao fabrico e comércio de papel foi a única a chegar aos três dígitos (109 milhões de euros).

Os dados são da consultora IBERINFORM Portugal e reflectem, desde logo, no top 10 das maiores exportadoras, a dimensão do impacto sofrido pelo sector empresarial no primeiro ano da pandemia covid-19 – apenas duas empresas (Lisnave e Lusosider) cresceram nas exportações.

Com uma taxa de exportação de 89,87% (+1% face a 2019) para um volume de negócios de 2,8 mil milhões de euros, a Autoeuropa registou uma variação negativa de 23,24% no valor arrecadado em vendas para o mercado estrangeiro – no ano anterior tinha facturado 3,3 mil milhões de euros que comparam com os 2,5 mil milhões alcançados em 2020. A quebra no volume de negócios foi de 24,19%, mas os resultados líquidos (47,3 milhões de euros) cresceram 2,73%.

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Os 1,1 mil milhões de euros apurados pela The Navigator Company representaram uma diminuição da facturação no mercado internacional na ordem dos 16,82% – em 2019, a unidade industrial de Setúbal encaixara 1,3 mil milhões de euros. A taxa de exportações cresceu de 56,94% para 60,83%, porém o volume de negócios baixou de 2,4 mil milhões de euros para 1,8 mil milhões (-22,14%). Os resultados líquidos (109,2 milhões) decresceram 35,10%.

A Autoeuropa e a Navigator continuam a ser as duas únicas empresas do distrito a facturar na casa dos mil milhões de euros em exportações (e em volume de negócios).

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A Repsol Polímeros, que se dedica em Sines ao fabrico de matérias plásticas sob formas primárias, manteve-se no último lugar do pódio. Exportou 97,29% da produção (+0,35%), o que se traduziu em 435,2 milhões de euros de receita (menos 190,3 milhões do que no ano anterior, ou seja, uma variação negativa de 30,43%). Negativa foi também a variação de 30,67% no volume de negócios (passou dos 645,3 milhões de euros para os 447,3 milhões).

A empresa apresentou resultados líquidos negativos de 39,2 milhões de euros (uma diminuição de 2328%). De 2018 para 2019 estes resultados já haviam sofrido uma quebra de 105,06%, ao baixarem dos 34,8 milhões de euros para os 1,76 milhões.

Lisnave Estaleiros a subir e Continental Teves a descer

As 4.ª e 5.ª posições da tabela também não conheceram alterações, ocupadas que continuaram a ser, respectivamente, pelas empresas Indorama Ventures Portugal (Sines) e Siderurgia Nacional (Seixal).

A primeira, ligada ao fabrico de produtos químicos, com uma taxa de exportação de 96,54% (-0,1% em relação a 2019) arrecadou 262,5 milhões de euros – menos 35,05% face à facturação registada um ano antes (404,2 milhões). O volume de negócios caiu dos 418,2 milhões de euros para os 271,9 milhões (-34,98%). Os resultados líquidos foram negativos: -9,6 milhões de euros que comparam com 1,49 milhões positivos alcançados em 2019 (-543,6%).

A segunda, que se dedica ao fabrico de ferro-ligas, facturou 260,9 milhões de euros em exportações (ficou a menos de 2 milhões da receita conseguida pela Indorama), o que se traduziu num decréscimo de 8,94% neste indicador. A taxa de exportações baixou de 63,84% para 62,27% e o volume de negócios sofreu uma variação negativa de 6,66% (passou dos 448,9 milhões de euros para os 419 milhões). A queda mais acentuada foi verificada nos resultados líquidos: pouco mais de 5 milhões de euros, valor que equivale a uma diminuição de 23,78%.

Do 6.º ao 10.º lugar da tabela, todas as empresas facturaram abaixo dos cem milhões de euros no mercado internacional. A Ascenza Agro, produtora de pesticidas em Setúbal, liderou este grupo (ganhou uma posição no ranking) ao encaixar 94,4 milhões de euros (-3,58% face a 2019) referentes a 69,41% da produção exportada (-2,56%). Com um volume de negócios de 136 milhões de euros, obteve 5,4 milhões de resultados líquidos (+373% do que em 2019).

A maior subida no ranking foi alcançada pela Lisnave Estaleiros Navais (Setúbal), que galgou do 10.º para o 7.º posto. Exportou 93,26% da produção, o que lhe valeu 87,8 milhões de euros (+45,65% do que a facturação obtida no ano anterior). A empresa reparadora de embarcações foi uma das duas únicas no top 10 a registar crescimento nas exportações. O volume de negócios aumentou dos 71,2 milhões de euros para os 94,2. Já os resultados líquidos de 5,8 milhões representaram também uma variação positiva acentuada (396,9%).

A SGL Composites, do Barreiro, dedicada ao fabrico de fibras sintéticas, manteve-se no 8.º lugar com 73,4 milhões de euros de valor de exportações (-21,68%), que representaram 98,15% do total produzido. Os resultados líquidos apresentados foram negativos em 4,5 milhões de euros.

A maior queda na tabela foi protagonizada pela Continental Teves Portugal, instalada no Parque Industrial da Autoeuropa onde produz componentes para automóveis. Baixou da 6.ª para a 9.ª posição com um registo de 99,59% de exportação do que produziu a permitir um encaixe de 71 milhões de euros (-45,83%). Os resultados líquidos sofreram uma variação negativa de 722,6% (-16,6 milhões de euros).

A Lusosider Aços Planos, que opera no ramo da siderurgia no Seixal, teve entrada directa no top 10. Formou com a Lisnave o duo das empresas que cresceram a exportar. Com uma taxa de exportações de 31% (+3,7 do que em 2019) para um volume de negócios de 215,2 milhões de euros (+2,5%), facturou 66,8 milhões (+16,2%) em vendas para o mercado externo. Os resultados líquidos, contudo, decresceram 15,9%, o que se traduziu em 16,3 milhões de euros negativos.

IBERINFORM Consultora instalada há quase seis anos em Portugal

A IBERINFORM Portugal, responsável pela elaboração do ranking, instalou-se no território luso em Setembro de 2016, na sequência da aquisição de 80% do capital da Ignios pela IBERINFORM Internacional. A consultora é filial da Crédito y Caución, que oferece soluções de gestão de clientes para as áreas financeiras, de marketing e internacional. Fornece bases de dados para a identificação de novos clientes e ferramentas que visam facilitar a gestão de riscos, a análise e acompanhamento de clientes ou sectores.

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