27 Junho 2022, Segunda-feira
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Carris Metropolitana arranca com serviço a sul do Tejo na próxima semana

Contratação de motoristas preocupa TML, mas Alsa Todi entra ao serviço na quarta-feira, dia 1

 

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A Carris Metropolitana (CM), que entra ao serviço nos concelhos de Alcochete, Moita, Montijo, Palmela e Setúbal na próxima semana e que tem como objectivo desenvolver, monitorizar e assegurar a gestão de um conselho de bilhética integrado, não incluirá nesta data a capital, assim como os concelhos de Cascais e do Barreiro, explicou ontem a Transportes Metropolitanos de Lisboa (TML) em conferência de Imprensa.

A empresa recorda que não encerrou o processo com todos os operadores e as 18 autarquias que integram esta zona do país, garantindo que “a maior parte da rede já está fechada”, faltando apenas fazer “pequenos ajustes de horários”.

Na área 4, a título de exemplo, a CM será operada pela empresa Alsa Todi, estando previstas cerca de 153 linhas, 62 das quais novas, de entre um conjunto de 365 percursos, sendo os horários reforçados.

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A rede de transporte será evolutiva e terá em conta “algumas alterações comportamentais” na procura de deslocações. “Temos que ser suficientemente ágeis para poder responder a estas alterações que vão acontecer no comportamento das pessoas”, garantiu Mariana Braga, membro da TML, que lembrou a existência, no futuro, de 820 linhas, com quase dois mil percursos e aproximadamente seis milhões de circulações por ano, suportadas por 370 painéis de informação aos passageiros.

“Estes autocarros vão percorrer por ano 82 milhões de quilómetros”, adiantou, num projecto que envolve mais de 1500 autocarros, sendo que, 1400 destes são novos.

Os quatro operadores que vão realizar os percursos da Carris Metropolitana vão receber “mais de 150 milhões de euros anuais”, revelou, tendo assinalado que a operação em causa será iniciada na área 4, servindo de piloto para a entrada em funcionamento das restantes três zonas, que “têm mais produção quilométrica, rede e possuem um grau de dificuldade acrescida”, sendo a da margem sul classificada como a “mais simples”.

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“Era a zona que pior estava servida em termos de transporte rodoviário na AML”, reconheceu, situação que se espelha no crescimento da rede. Face ao período pré-pandemia, a oferta cresceu 55%, em termos de percursos/ km e foram criadas mais 62 linhas de deslocação, com “um maior impacto em termos de crescimento de rede”.

Rui Lopo, membro do conselho de administração da TML, acrescentou que a empresa passa “a gerir o sistema de transportes rodoviários que até ao momento não existia”.

O responsável classifica esta mudança como “significativa”, tendo sido criado um conjunto de camadas relacionadas com a intermodalidade e é nesta base que o operador vai executar a sua tarefa. Na altura, o responsável reconheceu ainda que actualmente existem “dificuldades no recrutamento de motoristas”.

Reconhecendo que “nem tudo irá estar a funcionar a 100%” já em 01 de Junho, Rui Lopo justifica com a “complexidade de todo o processo”, além de, em certos aspectos, prenderem-se com a falta de componentes electrónicos que vêm da China.

As carreiras vão ter uma nova numeração, tendo os 18 municípios sido divididos em quatro grandes áreas geográficas, sendo que o primeiro dos quatro números dá conta de que área geográfica parte.

A área 4 engloba Alcochete, a numeração correspondente será 40XX, na Moita será 41XX, no Montijo 42XX, em Palmela 43XX, em Setúbal 44XX, sendo o 45XX para as carreiras que circulam entre municípios da área 4, o 46XX para os que circulam para outros municípios fora da área 4 e Barreiro, os 47XX para Lisboa e outros municípios, e os 49XX que circulam para fora da Área Metropolitana de Lisboa (o XX será o número da carreira correspondente entre dois pontos de um percurso).

Sistema de cores liga tipologia de carreiras

Outra inovação é a implementação de um sistema de cores que liga a tipologia da carreira, com uma lógica de informação ao público e de tarifário. “Sabemos que a informação ao público hoje em dia nas paragens é quase inexistente”, realçou Mariana Braga, tendo sido “um ponto de honra trazermos mais informação para que esta esteja mais acessível aos passageiros”.

As cores vão desde a linha próxima (com cor azul) que serve as voltas do dia-a-dia, a linha longa (cor vermelha) para viagens de maior distância, a linha rápida (cor amarela) que como o nome indica mais rápida para chegar ao destino através de via rápida ou auto-estrada, e a linha inter-regional (cor roxa) para viajar para fora da Área Metropolitana de Lisboa (por exemplo até Vendas Novas).

Adicionalmente, serão criadas as Linhas Mar, que permitem efectuar deslocações para a praia, a par das Linhas Turísticas, que vão possibilitar a visitação destes pontos. Neste âmbito, a vila da Moita, é uma das zonas que irá usufruir da Linha Mar, com destino a Sesimbra.

Na lógica da cor e do tarifário, outra das alterações que surgirá será a triagem ocasional com um tarifário simplificado, tendo em conta que, actualmente, existem 900 títulos de viagens ocasionais.

O objectivo da TML foi simplificar esta questão, com um título comprado dentro do autocarro e de um pré-pago que corresponde hoje em dia ao ‘zapping’. Já a maior parte dos passageiros que utiliza o passe não sofrerá qualquer alteração no seu dia-a-dia.

Apesar da mudança no título ocasional, tudo o que são passes Navegante e suas variantes, não sofrerão quaisquer alterações.

Garantia Rede de agentes locais é para manter

A TML pretende manter e até reforçar a rede de agentes locais, que, no caso de Setúbal, é constituída actualmente por uma dezena de papelarias e tabacarias que têm estado ligadas aos TST.

Os agentes desta rede tem indicações para desligarem os terminais de ligação aos TST no dia 26 próxima quinta-feira e, até há poucos dias não sabiam qual seria o seu papel no âmbito da nova concessão.

Questionado por O SETUBALENSE, Rui Lopo disse que a TML pretende reforçar, até dia 26, os locais de venda e que vão procurar integrar os actuais agentes dos TST.

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