26 Junho 2022, Domingo
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Moita diz que há uma dívida de clientes irrecuperável de 4,4 milhões deixada pelo anterior executivo

Vice-presidente da autarquia explica que se trata de um montante “acumulado desde 1992 relativamente ao abastecimento de água”

 

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A Câmara da Moita (PS) disse ontem que detectou nas contas do município uma dívida de clientes irrecuperável no valor de mais de quatro milhões de euros, deixada pelo anterior executivo.

Em declarações à agência Lusa, a vice-presidente da Câmara Municipal da Moita, Sara Daniela Rodrigues e Silva, explicou que, quando foi apresentado o relatório de contas de 2021, o auditor externo referiu que tinha sido detectada uma dívida incobrável relativa ao abastecimento de água reflectida na conta de clientes no valor de 4,4 milhões de euros.

A conta de clientes, adiantou Sara Rodrigues e Silva, tinha um saldo de 5,3 milhões dos quais só 863 mil era considerado recuperável.

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“Por opção nunca foram consideradas imparidades ao longo deste tempo, estamos a falar de dívida acumulada desde 1992 relativamente ao abastecimento de água e que realmente aumentava a rubrica de clientes, supostamente era uma dívida que não era recuperável e que não iria entrar na receita dos cofres da autarquia”, disse.

O Partido Socialista venceu as eleições autárquicas na Moita, uma câmara do distrito de Setúbal que sempre pertenceu à CDU. A edilidade que era presidida por Rui Garcia (CDU) é actualmente presidida por Carlos Rodrigues Albino (PS).

A vice-presidente da autarquia adiantou em declarações à Lusa, que a dívida detectada era apresentada como se entrasse nos cofres, mas na realidade isso não aconteceria porque era incobrável por terem passados os prazos de cobrança.

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“Estamos a falar de um camuflar de valores que estavam reflectidos na conta de clientes e que não vai ser possível recuperar e entrar nos cofres da autarquia. É considerado irrecuperável e por isso passaram para gastos”, disse adiantando que o valor deveria ter sido há muito considerado como um gasto e imparidade.

Este valor de mais de quatro milhões de euros, frisou, é dinheiro que a autarquia estimava poder utilizar e que não vai ser possível cobrar.

“Gostaríamos de usar no que fosse útil para o concelho e que neste momento é irreal, não existe e isso é o que é o que nos interessa que a população saiba, que havia uma rubrica e dinheiro que podíamos cobrar e que, na realidade, é incobrável”, salientou.

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