18 Maio 2022, Quarta-feira
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Andréa Lima: “O nosso distrito vai estar à frente, a motivar e a dar o exemplo aos outros núcleos”

Foi a primeira mulher a ocupar o cargo, que diz ter aceitado por “considerar tratar-se de uma oportunidade muito boa de aprendizagem”

 

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Tem 52 anos de idade, é mãe de quatro filhos e assume desde o dia 4 de Dezembro do passado ano a presidência do núcleo do Distrito de Setúbal da SEDES, associação direccionada para o desenvolvimento económico e social.

Apesar de ter sido a primeira mulher a ocupar o cargo a nível nacional, Andréa Lima diz não ter aceitado a função devido a esse factor, mas sim por “considerar tratar-se de uma oportunidade muito boa de aprendizagem”.

Sobre o tema a trabalhar, o do Mar, garante que tanto os membros da direcção como os do conselho consultivo “estão motivados e empenhados”. Para o futuro, tem a ambição de conseguir transformar os grupos de trabalho em observatórios, “tal como na SEDES nacional”.

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Quem é a Andréa Lima?

Tenho 52 anos e quatro filhos. Toda a minha actividade profissional sempre foi feita na área da saúde. Primeira na indústria farmacêutica, na qual trabalhei 16 anos, depois aceitei um outro desafio, que foi ser directora comercial de publicações na área da saúde. Já em finais de 2013, em conversas com figuras da área, todos diziam que o caminho que a saúde estava a levar não era o ideal. Foi então quando sugeri juntarmo-nos para em conjunto criarmos um espaço onde pudéssemos não só debater os caminhos que achamos que a saúde em Portugal deve ter, como também dar as soluções. Foi assim formado o Fórum da Saúde XXI, o desafio da minha vida.

E o desafio da SEDES, como surgiu?

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Através do Álvaro Beleza, que é o presidente nacional da SEDES. Já era associada há algum tempo e num almoço surgiu a oportunidade. Na altura encarei como uma maravilha por ser uma pessoa de Setúbal, onde vivo desde 1998. Pensei logo que seria o máximo porque iria poder conhecer melhor o meu distrito.

Como foi formado o núcleo de Setúbal?

Foi feito em tempo recorde, porque nós tivemos de tomar posse no Congresso da SEDES, realizado em Dezembro. Tive um mês para formar uma direcção. Foi muito interessante. Como tenho muitos amigos em Setúbal, comecei a conversar e a perguntar sobre empresas. Comecei a ver quem é que do distrito poderia ser uma mais-valia para a direcção. Os membros que escolhi são os que têm experiências em cada um dos vectores identificados. Acredito que trouxe as pessoas certas para fazer este caminho. Têm sido magníficas. Temos trabalhado imenso. Depois tivemos outro desafio, que foi criar um conselho consultivo. São as pessoas que nos vão ajudar a traçar caminhos e a pensar quais serão as actividades a realizar para podermos não só promover e alavancar o que de boas práticas se faz no distrito pelas empresas, mas também para conseguirmos passar à acção.

Como foi escolhido o tema do Mar?

A ideia do mar surgiu logo. Se pensarmos bem, nós somos banhados por rio e mar. O distrito tem toda esta riqueza à volta e, por isso, decidi que o mar seria o tema chapéu da nossa intervenção. Além disso, nós temos a maior área económica europeia. Isso pode fazer toda a diferença, não só relativamente aos recursos naturais, porque nós não podemos pensar hoje em dia um assunto em separado. Temos de pensar nele em sintonia com tudo. Faz todo o sentido ser este tema.

Como tem sido a experiência até ao momento?

Já estou a ganhar porque em poucos meses já aprendi imenso. Também com as pessoas que conheci, tem sido muito bom. Outra coisa que queremos fazer é interagir com as outras distritais. Muitas coisas tocam-se também com o que estamos aqui a fazer. Se nós juntarmos ideias, alavancamos e conseguimos criar aqui sinergias que nem sabemos onde é que podemos ir parar. Outro objectivo que tenho é que o nosso distrito vai estar à frentes dos demais. É o de conseguirmos motivar e dar o exemplo aos outros núcleos. Estamos todos muito motivados para isso.

Como consegue conciliar tudo?

Nós mulheres conseguimos fazer várias tarefas e abraçamos tudo. Acredito que na nossa vida temos muitas oportunidades, mas primeiro temos de ter capacidade de as identificar. E segundo temos de ter coragem. Não podemos ter medo. É uma coisa que eu não tenho. Quando me desafiam para alguma coisa que eu acredito aceito e depois logo se vê. Consegue-se sempre construir.

Foi a primeira mulher a assumir a presidência de um núcleo. O que sentiu?

Nunca pensei em fazer as coisas por ser mulher ou homem. Sou uma pessoa e como qualquer outra tenho qualidades e defeitos. Tenho coisas que são mais-valias e tenho muito que aprender. Nunca me senti prejudicada por ser mulher. Nós mulheres temos uma capacidade enorme em adaptarmo-nos. Aceitei não por ser mulher, mas por considerar que foi uma oportunidade muito boa de aprendizagem.

Qual o papel dos associados?

A direcção é fechada, somos onze membros. O conselho consultivo pode ir crescendo, enquanto os associados nós também convidamos para participar. O seu papel é ajudar-nos também nos grupos de trabalho que vamos criar em cada um dos vectores. Já os membros do conselho consultivo acabam por ser aqueles que nos apontam caminhos.

Quais os objectivos para o futuro próximo?

Agora é conseguirmos mais associados. Quantos mais tivermos mais peso temos também para decidir. Incluindo empresas para também nos ajudarem. Quando crescermos os grupos de trabalho vão transformar-se em observatórios, tal como na SEDES nacional. Temos marcado para o dia 5 de Maio o nosso primeiro grande evento. Sob a temática do Mar, convidámos pessoas que são especialistas na área. Vai estar presente o almirante Gouveia e Melo, que vai falar da geopolítica e da geoestratégia, e o Tiago Brito e Cunha, vencedor do Prémio Pessoa, que vai falar sobre a economia azul. Vamos ter como moderadora a Assunção Cristas, que foi a coordenadora do grupo de trabalho do mar na SEDES e toda a sua vida académica é ligada ao tema. Estou curiosa para saber como é que vai correr.

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