17 Maio 2022, Terça-feira
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Falta de professores origina protesto em escola na Quinta do Conde

Há turmas sem docentes desde Setembro, lembra a vereadora Felícia Costa

 

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Cerca de 70 pais, alunos e docentes de escolas de Sesimbra manifestaram-se esta terça- feira contra a falta de professores nos estabelecimentos de ensino do concelho. O protesto decorreu na Escola Michel Giacometti entre as 7h30 e as 9 horas.

Em causa está a falta de docentes nas áreas de ensino como matemática, português e inglês.

Felícia Costa, vereadora da educação na Câmara de Sesimbra, refere que o problema da falta de professores sempre se sentiu, mas nunca foi tão grave como neste ano lectivo em que há turmas sem professores desde Setembro. Na escola Michel Giacometti foi colocada uma professora de inglês no início do ano lectivo, proveniente da Madeira, mas a docente acabou por sair. As rendas altas e o baixo salário são as razões apontadas por Vasco Aniceto, representante da Associação de Pais desta escola, para a situação que se vive no concelho.

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“Os encarregados de educação não têm possibilidades financeiras para recorrer a explicações ou para ensinar disciplinas como inglês aos filhos em casa”, afirma o encarregado de educação, que antecipa que no futuro estes jovens tenham “dificuldades para ingressar no mercado de trabalho cada vez mais internacional porque não sabem falar inglês”.

Os alunos sem estas aulas vão passar de ano administrativamente, mas sem capacidade para aprender a matéria do ano seguinte. “Se é que vão ter aulas no ano seguinte”, diz Vasco Aniceto. Os pais vão agora reunir 7 500 assinaturas para levar o assunto da falta de professores a ser discutido na Assembleia da República. E também querem também ser recebidos por grupos parlamentares.

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Outro exemplo da falta de professores é na Escola Secundária de Santana. “Uma professora de matemática faleceu e não houve quem a substituísse e entretanto os alunos estão sem aulas”, lamenta Felícia Costa. A autarca critica a administração central por não apostar na valorização da carreira dos docentes, o que faz com que não haja interesse em leccionar e aponta para soluções. “A curto prazo, há soluções de secretaria que podem trazer mais professores, como a acumulação de horários, mas o problema é estrutural e urgente”, considera a autarca. “Este problema não acontece só em Sesimbra, mas em toda a Área Metropolitana de Lisboa e no Algarve”, junta Felícia Costa.

No mesmo sentido, Vasco Aniceto assiste à falta de professores no sector público em toda a Área Metropolitana de Lisboa. “Mas não no ensino privado, o que mostra a pouca capacidade de atractividade de docentes pelo Governo”, critica, a concluir.

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