23 Maio 2022, Segunda-feira
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Investigação conclui eficiência do tratamento de águas residuais no combate à covid-19

O estudo que também envolveu ETAR da região de Setúbal, é apresentado amanhã, 31 de Março, on-line, entre as 14h30 e as 17h15

 

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As Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) “são eficientes na remoção da carga viral, [covid-19] especialmente na fase líquida (água), destacando-se a etapa de tratamento primário, seguida do tratamento biológico”.

Esta é uma das conclusões do projecto de investigação SARS Control, da responsabilidade de um consórcio que evolve o Grupo Águas de Portugal, que integra a Simarsul, a Universidade de Lisboa e a Universidade do Minho.

O estudo, que teve incidência em ETAR como a Seixalinho, na Península de Setúbal, comprovou ainda que “os tratamentos subsequentes ao tratamento secundário podem aumentar a eficiência de remoção da carga viral”, refere nota de imprensa da Simarsul.

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As conclusões vão ser apresentadas amanhã, 31 de Março, numa sessão que irá decorrer online entre as 14h30 e as 17h15. Esta pretende sensibilizar sobre a “relevância do conhecimento da eficácia das barreiras sanitárias existentes nas ETAR”, e ainda para o “desenvolvimento de processos de monitorização expeditos e adequados”.

O projecto de investigação SARS Control, além de explorar o conhecimento “sobre a eficácia das barreiras sanitárias existentes nas ETAR”, e como estas contribuem para o “desenvolvimento de processos de monitorização adequados”, teve ainda por missão “compreender a dinâmica do comportamento do vírus SARS-CoV-2, responsável pela covid-19, ao longo das linhas de tratamento de águas residuais urbanas”, ou seja, fase líquida e fase sólida.

O estudo teve início em Dezembro de 2020, e contou com apoio financeiro do FEDER, através do programa Compete 2020.

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Segundo a Simarsul, o projecto SARS Control escolheu como alvo sete ETAR de grande dimensão, que ficassem em diferentes zonas do País. Assim, além da região de Setúbal, foram escolhidos equipamentos em Lisboa, Vila Nova de Gaia, Algarve, Leiria e Guimarães, localidades que representam mais de 20% da população nacional.

O modelo de trabalho ao longo de oito meses consistiu na “monotorização regular de SARS-CoV-2 nas águas residuais e a caracterização do perfil comportamental do vírus (aferido pela quantificação do material genético respectivo) no afluente bruto e ao longo das etapas de tratamento de cada uma das ETAR do projecto, num total de cerca de 1 500 amostras analisadas”.

Daqui, verificou-se então que as ETAR “são eficientes na remoção da carga viral, especialmente na fase líquida”, e subsequentes fases de tratamento.

Refere ainda a Simarsul que a monitorização no âmbito do projecto SARS Control “confirmou que a evolução da carga de SARS-CoV-2 nas águas residuais afluentes às ETAR monitorizadas acompanhou, no mesmo período, as tendências de aumento ou diminuição da incidência de covid-19 nas populações das regiões correspondentes, assim como as tendências de circulação das variantes de preocupação na comunidade”.

Este trabalho de investigação veio ainda comprovar a “utilidade da epidemiologia baseada em águas residuais como ferramenta de monitorização complementar da evolução da pandemia, confirmando resultados de estudos anteriores, nomeadamente do projecto Covidetect, relativo à criação de um sistema de alerta precoce da circulação do vírus SARS-CoV-2 na comunidade através da análise das águas residuais”, projecto que foi realizado por um consórcio que reuniu grande parte das entidades responsáveis pelo SARS Control”.

O consórcio responsável pelo SARS Control é liderado pela AdP Valor, empresa do Grupo AdP – Águas de Portugal, que se faz representar ainda pelas entidades gestoras de saneamento Águas do Algarve, Águas do Centro Litoral, Águas do Norte, Águas do Tejo Atlântico, Simarsul e Simdouro.

Do Sistema Científico e Tecnológico Nacional, participam o Centro de Ecologia, Evolução e Alterações Ambientais da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (representado por FCiências.ID, Associação para a Investigação e Desenvolvimento de Ciências), o Laboratório de Análises do Instituto Superior Técnico (LAIST) da Universidade de Lisboa, e o Centro de Engenharia Biológica da Universidade do Minho (CEB/UMinho).

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