22 Maio 2022, Domingo
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Esquadrão da região no Governo pode até chegar à meia-dúzia

Aos ministros Ana Catarina Mendes, Elvira Fortunato, João Costa e João Cravinho podem juntar-se dois secretários de Estado

 

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Dos 17 ministros que compõem o novo Governo – a empossar na próxima quarta-feira –, quatro saem da região: Ana Catarina Mendes e Elvira Fortunato (ambas de Almada), João Costa (de Palmela) e ainda João Gomes Cravinho, eleito que foi à Assembleia da República pelo círculo de Setúbal (ocupou o 2.° lugar da lista, indicado pela estrutura nacional do PS).

Mas o esquadrão da região no elenco governativo pode até crescer para a meia-dúzia, caso se mantenham entre os agora 38 secretários de Estado António Mendonça Mendes e Jorge Seguro Sanches.

Catarina Mendes, que foi cabeça-de-lista pelo distrito nas legislativas de 30 de Janeiro passado e que nas autárquicas de 26 de Setembro último encabeçou a candidatura socialista à Assembleia Municipal de Setúbal, é uma das sete novas caras ministeriais. Vai assumir as funções de ministra Adjunta e dos Assuntos Parlamentares e poderá (ou não) continuar como deputada municipal em Setúbal, já que não existe incompatibilidade de cargos.

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“O que poderá haver é uma incompatibilidade de tempo para conciliar as funções, já que uma pasta ministerial ocupa grande parte da agenda”, disse fonte do PS a O SETUBALENSE.

Elvira Fortunato e João Costa – que não foram candidatos por qualquer círculo eleitoral – foram as escolhas de António Costa para o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e o Ministério da Educação, respectivamente.

Dos sete novos ministros, três são assim da região, sendo que João Costa já figurava no elenco governativo, mas como secretário de Estado Adjunto e da Educação. Já João Gomes Cravinho transita da Defesa Nacional para os Negócios Estrangeiros.

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A representação “setubalense”, pelo PS, na estrutura do Governo pode ainda ser ampliada se António Mendonça Mendes (que preside à distrital do partido) e Jorge Seguro Sanches forem reconduzidos em secretarias de Estado.

Porém, o cenário mais provável, apurou O SETUBALENSE junto de fonte socialista, é que o primeiro continue, como secretário de Estado dos Assuntos Fiscais ou nomeado para outra secretaria de Estado, e que o segundo – até agora secretário de Estado Adjunto e da Defesa Nacional – venha a ocupar apenas o cargo de deputado no hemiciclo.

Tal como João Cravinho, Jorge Sanches foi eleito à Assembleia da República pelo círculo de Setúbal, ocupando o 4.° lugar na lista, também indicado pela estrutura nacional do partido (os 2.º, 4.º e 6.º nomes na composição da candidatura pelo distrito são decididos no Largo do Rato).

Bárbara Dias acumula cargo de deputada e presidência de junta

A representatividade da região no Governo vai, de resto, franquear as portas do parlamento a mais socialistas que se candidataram por Setúbal.

As saídas de Catarina Mendes e João Cravinho para funções executivas abrem, desde logo, duas vagas que implicam a subida dos 11.° e 12.° nomes da lista do PS – o partido fez história no distrito, nas últimas legislativas, ao garantir 10 dos 18 deputados parlamentares que Setúbal elege.

Bárbara Dias, recém-eleita presidente da Junta da União das Freguesias de Baixa da Banheira e Vale da Amoreira, Moita, e Gil Costa, que foi cabeça-de-lista à Junta de Freguesia de Corroios, Seixal, vão assim ocupar, respectivamente, as duas cadeiras na Assembleia da República.

A autarca da Moita confirmou a O SETUBALENSE que irá sentar-se no parlamento, mas apenas porque a acumulação de cargos é compatível.

“Se não fosse, nem sequer iria na lista. Primeiro está a minha terra, as pessoas que me elegeram directamente. Demorámos muito tempo a conquistar a Baixa da Banheira e o Vale da Amoreira e a presidente da junta não iria defraudar as expectativas dos fregueses”, disse.

“Os cargos são compatíveis, o que não é compatível é a remuneração. Ficarei na presidência da junta mas sem uma remuneração associada”, adiantou, sem deixar de apontar exemplos de camaradas que têm desempenhado as duas funções em simultâneo. “São os casos de João Paulo Correia, da Junta de Mafamude e Vilar do Paraíso, e de Francisco Rocha, que preside à Junta de Vila Real.”

Na expectativa de virem a sentar-se no hemiciclo estão também a presidente das Mulheres Socialistas do Distrito Ana Santos (que figurou no 13.° lugar da lista) e a deputada da Assembleia Municipal de Setúbal Eunice Pratas (14.a). Terão entrada se Jorge Sanches (2.° da quota nacional e 4.° na lista por Setúbal) e António Mendes (5.°) continuarem como secretários de Estado.

Pela região, a bancada parlamentar do PS vai contar ainda com Eurídice Pereira, Maria Almeida Santos, André Pinotes Batista, Clarisse Campos, Fernando José e Ivan Gonçalves.

O grupo dos 18 deputados eleitos pelo distrito é completado por Nuno Carvalho, Fernando Negrão e Fernanda Velez (todos do PSD), Paula Santos e Bruno Dias (ambos da CDU), Bruno Nunes (Chega), Joana Mortágua (BE) e Joana Cordeiro (IL).

Marques Mendes: “Os governantes devem conciliar a função nacional com a sensibilidade regional”

Os membros do Governo oriundos do Distrito de Setúbal podem e devem ter sensibilidade para as questões da região, defende Marques Mendes. “Os membros do Governo são do País, mas, que levantem a sensibilidade da sua região nos órgãos de poder próprio, acho bem. Não vejo mal nenhum, até vejo um bem. Há que conciliar a função que é nacional e a sensibilidade que pode ser regional”, afirmou o antigo governante, questionado por O SETUBALENSE.

“Eu, quando fui membro do Governo, também tinha a sensibilidade da região a que pertencia e não deixava de exercer a minha influência para que a minha região tivesse a sua atenção. Sou do Minho e depois fui votado por Aveiro e também tive essa sensibilidade”, referiu.

Com a experiência ímpar de quem esteve em todos os tipos de governo – minoritário, de coligação e maioritário –, o antigo ministro aconselha a ‘esquadra’ do distrito no novo Governo a trabalhar pela região.

“A defesa de uma região obriga a mais trabalho do que o meramente partidário. As pessoas do Distrito de Setúbal, Ana Catarina Mendes e o irmão [António Mendonça Mendes] – não vejo mal nenhum nisso [serem irmãos] – e João Costa têm de fazer trabalho político. Admito que o façam”, concluiu. F.A.R.

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