18 Maio 2022, Quarta-feira
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Autarquia de Setúbal e instituições solidárias criam rede de apoio aos refugiados da guerra na Ucrânia

“Queremos estar preparados de uma forma mais capaz e competente”, disse Pedro Pina na reunião do Conselho Local de Acção Social

 

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Setúbal está a criar uma rede de acolhimento e integração de refugiados da guerra na Ucrânia. Um programa solidário que envolve a Câmara Municipal, as juntas de freguesia e instituições de solidariedade social do concelho.

“Queremos estar preparados de uma forma mais capaz e competente. É um processo que está agora a começar e que, infelizmente, pode ser longo”, comentou o vereador Pedro Pina na reunião do CLAS – Conselho Local de Acção Social de Setúbal, que decorreu sexta-feira no Cinema Charlot – Auditório Municipal, onde foi feito o ponto de situação das acções desencadeadas nos últimos dias.

O responsável pelo pelouro dos Direitos Socias, realçou ainda a “importância” desta reunião, para se “perceber a disponibilidade e capacidade das organizações que integram a rede”. Neste encontro plenário extraordinário foi ainda constituído um grupo de trabalho com instituições do sector solidário e entidades públicas para preparar uma resposta concertada.

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Salienta a autarquia, em nota de Imprensa, que “desde o momento em que se manifestou disponibilidade para o acolhimento a refugiados provenientes do conflito na Ucrânia, a Câmara Municipal de Setúbal tem vindo a realizar um conjunto de acções concretas, de que é exemplo a LIMAR – Linha Municipal de Apoio a Refugiados”.

Esta linha, que pode ser contactada através do número 969 754 243, tem como objectivos “a articulação e encaminhamento das situações sinalizadas com diversas necessidades e a recolha de contactos sobre donativos ou de outras informações que sejam fidedignas e úteis para o processo”, adiantou Pedro Pina.

Ainda segundo o autarca, esta linha já recolheu informações sobre a chegada a Setúbal de perto de duas centenas de ucranianos, que foram recebidos em casas de familiares e amigos, sendo que a autarquia está a proceder à “sinalização de todas as situações e a perceber quais são as necessidades objectivas”.

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Ou seja, pelo que transmitiu na reunião, neste momento existe capacidade em equipamentos do município para acolher 25 pessoas, e a este número, “acresce a disponibilidade demonstrada por outras instituições do concelho para também acolherem refugiados”.

As respostas em curso no concelho de Setúbal foram articuladas com o Alto Comissariado para as Migrações, entidade indicada pelo Governo para coordenar em exclusivo todas as acções nesta matéria. Ao mesmo tempo, a autarquia está em contacto com outras entidades envolvidas no processo, como o SEF – Serviço de Estrangeiros e Fronteiras e o Centro Distrital de Segurança Social de Setúbal, bem como com associações que trabalham com a comunidade de imigrantes de leste residente em Setúbal, a qual integra muitos cidadãos de origem ucraniana.

Aponta a Câmara de Setúbal que o SEF criou um balcão de atendimento especialmente dedicado ao acolhimento de pessoas refugiadas, a funcionar na Rua Augusto Cardoso, n.º 83, 4.º andar, e o IEFP – Instituto do Emprego e Formação Profissional está a promover acções de formação em Língua Portuguesa e ofertas de emprego.

Neste quadro de apoio aos refugiados ucranianos está também envolvida a EDINSTVO – Associação de Imigrantes dos Países de Leste, que tem actuado junto das comunidades imigrantes residentes no concelho de Setúbal, e na interlocução com serviços públicos na definição de estratégias de acolhimento.

Indicou ainda Pedro Pina que foram estabelecidos contactos com instituições da sociedade civil que têm ligações, enquanto estruturas de âmbito internacional, com associações congéneres nos países em situação de conflito militar e na zona envolvente, designadamente a Cáritas Diocesana, a Cruz Vermelha Portuguesa e a ACM/YMCA, com o objectivo de “concertar todos os esforços para a ajuda que é necessária”.

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