17 Maio 2022, Terça-feira
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Estratégia de acolhimento de refugiados ucranianos está em curso e engloba alojamento e trabalho

Centro Municipal de Emergência de Palmela preparado para receber 10 pessoas, mas está a ser criada uma bolsa de alojamento com particulares

 

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O município de Palmela avançou com uma estratégia de apoio às vítimas ucranianas da guerra, que ultrapassa a recolha de bens materiais. Alojamento, trabalho e formação linguística, em português, são medidas já em curso, em acções articuladas com particulares, empresas e tutela.

As primeiras iniciativas de solidariedade foram definidas e colocadas em prática com o envolvimento da comunidade ucraniana residente no concelho. As prioridades, assim como a preparação do apoio à população refugiada, ficaram estabelecidas numa reunião entre Álvaro Balseiro Amaro, presidente da autarquia, e cidadãos ucranianos radicados no concelho.

“De imediato promovemos a recolha de bens de primeira necessidade, medicamentos, tudo o que possa apoiar as vítimas deste conflito. Além dessa recolha, já temos preparado alojamento temporário no Centro Municipal de Emergência com capacidade para acolher 10 pessoas”, disse Álvaro Amaro. E em matéria de garantir abrigo para aqueles que, vindos da guerra, escolham Palmela como destino estão também a ser dinamizadas outras soluções.

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“Estamos a construir também uma bolsa de alojamento com vários particulares para receber refugiados”, avançou o autarca, ao mesmo tempo que destacou as parcerias desencadeadas neste domínio. “Temos identificadas famílias de acolhimento e estamos também articulados com o comissariado para os refugiados e a própria tutela, na identificação destes recursos para os devidos efeitos”, sintetizou.

A estratégia que visa dar resposta àqueles que foram obrigados a sair da Ucrânia e a deixar tudo para trás pode até revelar-se bem mais ampla. Segundo Álvaro Amaro, “há empresas que também estão disponíveis para receber quem queira vir trabalhar” para o território palmelense, oriundos daquele país do leste europeu. “Tudo no sentido de se poder receber com as melhores condições possíveis todos aqueles que aqui chegarem”, faz notar o edil.

E a integração é também um factor a ter em conta. Para o efeito, está garantido um “curso de formação linguística, de português para estrangeiros”, apontou. O objectivo é claro: “O acolhimento e a integração plenas destes cidadãos ou de outros [estrangeiros], apesar de neste momento todas as atenções estarem centradas no povo ucraniano.”

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Bens necessários

A decorrer continua uma campanha de recolha de bens de primeira necessidade, que foi iniciada no concelho no passado dia 2. As piscinas municipais de Palmela e Pinhal Novo e o pavilhão desportivo municipal na freguesia pinhalnovense são os três pontos onde podem ser feitas entregas.

De acordo com a autarquia, a Palmela Desporto “assegura a recepção e a guarda de bens doados pela população, que serão, depois, transportados pelo município para empresas que estão a colaborar com o transporte internacional até às fronteiras com a Polónia e a Roménia”.

Entre os bens mais necessários estão “material de primeiros socorros, pensos rápidos, pensos e ligaduras, desinfectantes, analgésicos e medicamentos como anti-inflamatórios, antigripais”, além de “vestuário, como fatos de treino, camisolas térmicas e polares, peúgas, t-shirts, roupa interior e calçado” e “produtos alimentares”, casos de “enlatados, água, açúcar, arroz e massas, bolachas, barras energéticas, frutos secos, comida para bebés ou leite em pó”. São ainda necessários materiais como “roupas de cama, cobertores e almofadas, lanternas, rádios, powerbanks, pilhas, fósforos, e produtos de higiene para adultos e bebés”, lembra o município, a concluir.

Vigília sobe ao castelo pela paz

Ontem, ao final da tarde, a Igreja de Santiago no Castelo de Palmela serviu de palco à realização de uma vigília pela paz e pelo fim imediato da guerra na Ucrânia. A iniciativa foi organizada pela Ordem dos Médicos, em conjunto com o Centro Hospitalar de Setúbal, a Liga dos Amigos do Hospital de São Bernardo e a Câmara Municipal de Palmela.

“Fomos desafiados a associar-nos a esta acção e aceitámos”, revelou Álvaro Amaro, para vincar de seguida os objectivos da vigília: “A necessidade de um cessar-fogo imediato e de que os povos vivam em paz. Não há justificações nem razoabilidade para a existência de guerras. Esta vigília é um forte apelo à paz e temos de fazer esta afirmação”.

Segundo a autarquia, foram convidados a participar no evento “todos os profissionais de saúde, representantes dos órgãos de soberania e dos partidos políticos portugueses, embaixadas com representação diplomática em Portugal, além de diversas entidades com intervenção médica e social em Portugal”.

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