18 Maio 2022, Quarta-feira
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Maior espectáculo do mundo regressa a Setúbal com “Circo de Carnaval”

O circo está de volta à cidade após a pandemia. Responsáveis guardam “boa memória” do público setubalense e esperam grande afluência

 

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O circo está de volta à cidade após dois anos de afastamento provocados pela pandemia. Instalado no Parque de Santiago, nas Manteigadas, o Circo Mundial, apresenta o “Circo de Carnaval”, com estreia marcada para o próximo dia 25, pelas 21h30.

A companhia vai estar em Setúbal até ao dia 6 de Março, com espectáculos, além da estreia, nos dias 26, 27 e 28 de Fevereiro, e 1, 4, 5 e 6 de Março, estando previstas sessões duplas aos fins-de-semana.

“As expectativas são altas” revela Carol Mariani, uma das responsáveis pelo Circo Mundial, em declarações a O SETUBALENSE, já que a companhia, segundo a mesma, recorda com carinho o público setubalense. “A última vez que estivemos cá, já há alguns anos, fomos muito bens recebidos”, refere.

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O espectáculo deste ano, segundo a responsável, apresenta “um conceito jovem” e tem como alguns dos atractivos números de patinagem, magia, números aéreos e ainda os tradicionais palhaços. Carol Mariani destacou, ainda, como atracção para os mais novos, o “Auto-Robot Transformer” e também “fantasias para celebrar o Carnaval”.

Os bilhetes para os espectáculos podem ser adquiridos na bilheteira do circo, ou então pela internet em circomundial.net. Dada a actualização das regras da DGS, para estes espectáculos, já não será necessária a apresentação de certificado de vacinação ou de teste negativo à covid-19.

Pandemia veio agravar situação do sector que já era difícil

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“Se fosse só o circo não dava” afirma assertivamente Carol Mariani, explicando que o Circo Mundial compatibiliza os seus espectáculos com prestação de serviços de logística.

“Como havia muito gasto, e muita incerteza na actividade, tivemos de repensar a nossa maneira de trabalhar”, explica Carol Mariani, acrescentando que a companhia tinha “uma logística muito grande, que percorria todo o país, inclusivamente a Madeira”, refere a responsável, revelando ainda que o Circo Mundial foi o único que fez deslocações consecutivas, por uma década, ao arquipélago.

“Passamos a fazer espectáculos mais pontuais, em situações específicas, como é o Carnaval e o Natal, por exemplo”, revela a responsável, sendo aqueles os períodos mais interessantes para o espectáculo circense. “As pessoas muitas vezes guardam o ano para irem ver o circo no Natal, também já se habituaram a ver o circo nessas ocasiões especiais”, afirma Carol Mariani.

Quanto aos apoios dados pelo Estado, para o sector enfrentar as quebras impostas pela pandemia, a responsável revela que essa foi uma dura batalha para as companhias de circo. “Foi complicado, porque os circos e os artistas de circo não eram reconhecidos como cultura ou agentes culturais”, explica, lamentando a escassez de apoios públicos.

Desde 1994 Circo Mundial leva quase 30 décadas de vida

Carol Mariani, responsável pela comunicação do Circo Mundial é filha de Rui Mariani e Clo Ferrony, fundadores da companhia.

O Circo Mundial foi fundado em 1994 e desde então, embora com algumas alterações, tem actuado em todo o território de Portugal Continental, Madeira, Açores e também em Espanha. Hoje já retirados, Rui Mariani, histórico do circo em Portugal, e Clo Ferroni ainda dão “uma grande ajuda”, de acordo com a filha, no circo que criaram, mas as responsabilidades já andam pelas mãos dos filhos Mário, Rui e Carol.

Mário e Rui, que dividem responsabilidades na logística da companhia, apresentam-se como palhaços. Já Carol tem um número de patinagem e um outro aéreo.

“Hoje, acredito que os nossos espectáculos estão mais montados para os mais jovens”, explica Carol Mariani, “o nosso circo, reconheço, está virado para o futurista, ainda que continue muito tradicional”, conclui a responsável, explicando o actual conceito do Circo Mundial.

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