22 Maio 2022, Domingo
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Autarcas socialistas eleitos em Setúbal dão negativa à gestão de André Martins

Nestes quatro meses de mandato, o executivo CDU não apresentou ideias para o município, apenas gere o dia-a-dia, e não o tem feito bem, acusou Paulo Lopes

 

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Para os eleitos do Partido Socialista na Câmara de Setúbal, a gestão da CDU, agora em minoria, merece “nota negativa”.

Este é o balanço dos socialistas relativamente aos primeiros 120 dias de trabalho da equipa comunista sobre a presidência de André Martins (PEV). “Nestes quatro meses de mandato, o executivo CDU não apresentou ideias para o município, apenas gere o dia-a-dia, e não o tem feito bem”, comentou Paulo Lopes, presidente da Concelhia Política do PS de Setúbal e membro da Assembleia Municipal sadina, em conferência de Imprensa hoje na sede do partido.

Para o socialista, com a CDU, o futuro do concelho de Setúbal não se apresenta promissor, e considera que “este mandato será de estagnação”. E quando o País “entrar em retoma”, o concelho de Setúbal “arrisca-se a ficar para trás”, avalia.

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Na presença dos vereadores do PS, Fernando José e Vítor Ferreira, e da deputada municipal e da República Ana Catarina Mendes, o presidente da Concelhia apontou que nestes 120 dias de governação da Câmara de Setúbal a bancada socialista tem conseguido fazer vingar algumas posições a contragosto da CDU.

Das cinco linhas que apresentou, começou pelas transmissões on-line das reuniões de Câmara e das da Assembleia Municipal. “A CDU resistiu, mas as transmissões são importantes para se poder ver a transparência e a atitude dos eleitos”, comentou.

Numa segunda linha apontou a política fiscal e que, “graças às propostas do PS, Setúbal deixou de estar subjugada a taxas máximas”, e neste contexto coube ao vereador Fernando José lembrar que “partiu da iniciativa do PS” a redução do Imposto Municipal Sobre Imóveis (IMI) de 0,43% para 0,40%, assim como a participação variável do IRS de 5% para 4%.

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Mas quanto à possibilidade de os cofres do município poderem perder cerca de 14 milhões de euros na parte do IMI, o eleito limitou-se a dizer que existem outras alternativas para a capacitação financeira.

As questões laborais na Câmara de Setúbal foi outra matéria apontada pelos socialistas, com Paulo Lopes a apontar “ilegalidades” nas contratações: casos de “recibos verdes” acrescentou Fernando José, isto numa câmara gerida pela CDU.

O vereador foi mesmo mais contundente ao afirmar que a CDU “não pôde levantar a bandeira do combate à precariedade no trabalho e ficar-se pelo protesto. Tem de ser concreta”.

Os socialistas mostraram-se ainda preocupados com os direitos dos munícipes no espaço público, e indicaram a obra na Herdade da Comenda, um espaço que “tem de ser dos cidadãos” e, por isso, foi criada a Comissão Municipal de Acompanhamento do que se está a passar neste espaço privilegiado do concelho.

Na carteira de críticas à gestão de André Martins, os socialistas denunciaram que os eleitos da CDU, além de “não terem aceitado debater propostas apresentadas pelo PS”, tudo fizeram para que o Orçamento e Grandes Opções do Plano da Câmara fosse chumbado.

“A CDU queria que o PS votasse contra, mas abstivemo-nos para que não se vitimizasse e dissesse que não podia fazer obra por não ter Orçamento”, Fernando José.

São Bernardo Ana Catarina Mendes garante que PS não brinca com a saúde das pessoas

No passado fim-de-semana as urgências do Hospital de São Bernardo, em Setúbal, tiveram uma grande afluência e o Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) teve de encaminhar doentes urgentes para outros hospitais.

Entretanto, a Câmara de Setúbal, através da sua página de Facebook, veio comentar ter conhecimento de que as urgências desta unidade hospitalar estavam “encerradas desde sábado” e só iriam reabrir na segunda-feira.

Ora, os eleitos do PS contestam a informação veiculada pela CDU. “As urgências não estiveram fechadas”, garante o vereador Fernando José. “O que aconteceu é que uma médica da obstetrícia não pôde ir trabalhar por estar com covid-19, e este serviço esteve por isso encerrado”.

Esclareceu ainda que “apenas os doentes que não são da área de influência do Centro Hospitalar de Setúbal foram encaminhados para outras unidades. Um procedimento que está previsto”.

Segundo Ana Catarina Mendes, são ainda “falsas as afirmações da CDU de que os eleitos do PS não têm tomado posição sobre o hospital” de Setúbal. “O PS não brinca com a saúde das pessoas”, disse, além de lembrar a colocação de 69 novos médicos no São Bernardo, depois dos protestos e demissão de médicos por falta de pessoal.

Apontou a socialista que o director clínico do Hospital de Setúbal, Nuno Fachada, que se demitiu em protesto, “regressou porque houve diálogo com a Administração Central”.

Na mesma conferência de Imprensa, os socialistas garantiram que o Hospital Ortopédico Sant’Iago do Outão, que integra o Centro Hospitalar de Setúbal, não vai ser transferido para o espaço do São Bernardo com a ampliação deste. “A ampliação não contempla a instalação do Hospital Ortopédico do Outão. Isso foi falado, mas não existe nenhum despacho sobre esse assunto”, afirmou Paulo Lopes.

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