26 Setembro 2022, Segunda-feira
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Vigília à porta do Hospital de S. Bernardo quer alertar Governo para falta de resposta na saúde

Reclassificação do hospital para nível D, alargamento das instalações e reforço de profissionais de saúde estiveram na base das exigências dos autarcas de Setúbal, Palmela e Sesimbra

 

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A classificação do Hospital de S. Bernardo, em Setúbal, para nível D e assim receber mais valências e mais financiamento, o alargamento das instalações e o reforço de profissionais de saúde estiveram na primeira linha da vigília reivindicativa que decorreu ontem frente ao Hospital de Setúbal, onde estiveram autarcas de Setúbal, Palmela e Sesimbra, comissões de utentes, bombeiros, profissionais de saúde, e população.

Um protesto que tanto o presidente da Câmara de Setúbal, André Martins (CDU), como o presidente da Câmara de Palmela, Álvaro Amaro (CDU), e Francisco de Jesus (CDU), presidente da Câmara de Sesimbra, concelhos do eixo do Centro de Saúde Arrábida, servido pelo Hospital de S. Bernardo, garantiram não ter carácter eleitoralista, mas sim “oportuno” para que o governo que sair das eleições legislativas de 30 de Janeiro, assim como os deputados eleitos, estejam atentos para responder à reivindicação dos autarcas, população e profissionais de saúde.

A vigília de ontem, que reuniu mais de meia centena, foi a primeira acção desencadeada pelo Fórum Intermunicipal da Saúde, que engloba os municípios de Setúbal, Palmela e Sesimbra, e resulta da falta de resposta do Governo, em particular do Ministério da Saúde, a uma missiva enviada por André Martins a alertar para a falta de respostas do Centro Hospitalar de Setúbal (CHS), a qual se tornou pública depois da demissão de 87 médicos desta unidade, que alegaram falta de condições para responder às necessidades dos utentes.

Francisco de Jesus, presidente da Câmara de Sesimbra
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Uma demissão que começou com o director clínico do CHS, Nuno Fachada, e traçou uma “linha vermelha”, como diz o presidente Francisco Jesus, sobre um problema que já vinha a tomar forma há alguns anos e tornou-se mais visível com a pandemia. “Este protesto não é contra a administração do hospital, mas um alerta para a falta de resposta do Governo”, disse.

André Martins lembrou ontem que a “degradação” das condições de trabalho e resposta do CHS já se coloca “há três anos”, e lamenta que o Governo não tenha dado resposta. Um impasse que o presidente não aceita que continue com o novo governo, e avança que o Fórum Intermunicipal da Saúde vai promover outras acções de protesto, após as eleições.

“Temos de continuar esta luta para fazer acontecer”, acrescentou Álvaro Amaro. Para o autarca de Palmela é ainda necessário perceber como será o alargamento do edifício do Hospital de S. Bernardo, e não aceita que o Hospital do Outão, uma referência nacional na especialidade de Ortopedia, seja integrado nas novas instalações, como já foi aflorado pelo Governo. E o mesmo diz André Martins, “tem de ser reforçado na sua capacidade e continuar a ser uma referência, não pode ficar como um departamento do Hospital de S. Bernardo”.

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Os autarcas exigem ainda que, mesmo antes das obras de ampliação avançarem, sejam reforçados os profissionais de saúde na unidade hospitalar de Setúbal, assim como nos centros de saúde que têm de ter um horário alargado para que os utentes não tenham de recorrer às urgências do hospital. Uma questão que foi vincada por Álvaro Amaro que aponta um problema “endémico” nas respostas de saúde às populações dos três concelhos.

Álvaro Amaro, presidente da Câmara de Palmela

“Temos um território com 300 mil pessoas e, além da falta de condições do Hospital de S. Bernardo, existe falta de cuidados primários de saúde, o que obriga as pessoas a terem de se dirigir ao hospital de Setúbal”. São todas estas questões que levam o presidente da Câmara de Palmela a afirmar: “Entendemos que era necessário criar um grupo de reflexão em sintonia com profissionais de saúde e comissões de utentes”, para resolver a falta de respostas de saúde nestes municípios.

Hospital no Seixal seria bom para Sesimbra

Para o presidente da Câmara de Sesimbra, Francisco de Jesus, a falta de investimento do Governo nos serviços de saúde é notória também pelo impasse na construção do hospital no Seixal, uma obra que vem de promessa em promessa e teima em não sair do papel.

“A população de Sesimbra tem de percorrer 30 quilómetros para vir às urgências do Hospital S. Bernardo, e por vezes sai sem resposta”, diz o autarca. Ora se já existisse o hospital no Seixal, a resposta seria mais rápida. “Sesimbra está a 5 minutos do Seixal, garantidamente que as pessoas, em caso de emergência, iriam ao hospital no Seixal, o que descongestionava a pressão sobre o Hospital de S. Bernardo”, tudo isto factores que o levam a reafirmar: “É preciso investimento na Saúde”.

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