16 Maio 2022, Segunda-feira
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André Martins diz que PS já “animou” outras campanhas com a regionalização

Os problemas do litoral, os problemas do interior, do norte e do sul, serão mais facilmente resolvidos com a regionalização a funcionar, afirma André Martins

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O presidente da Câmara de Setúbal considera que a regionalização é importante para o País, mas lembra que o PS já “animou” outras campanhas eleitorais com propostas idênticas à do actual primeiro-ministro, de perspectivar um novo referendo para 2024.

“Já outras vezes em campanha eleitoral, como agora, o PS veio animar a campanha com promessas sobre um calendário para a regionalização. Até agora só conhecemos adiamentos, um pouco como tem acontecido com o desenvolvimento do país”, disse à agência Lusa André Martins (PEV), eleito presidente da Câmara de Setúbal pela CDU nas eleições autárquicas do passado mês de Setembro.

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“É urgente avançar com o processo de regionalização do continente. Os problemas do litoral, os problemas do interior, do norte e do sul, serão mais facilmente resolvidos com a regionalização a funcionar”, acrescentou o autarca, questionado sobre o tema.

No XXV Congresso da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), realizado no passado mês de Dezembro em Aveiro, o primeiro-ministro, António Costa, admitiu a possibilidade de se avançar com um novo referendo à regionalização em 2024.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que também marcou presença no congresso da ANMP, afirmou-se favorável à regionalização e desafiou os partidos políticos a revelarem as ideias e o calendário que propõem para a regionalização na campanha eleitoral para as eleições legislativas de 30 de Janeiro.

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“Sempre entendi, e cada vez o sinto com maior razão, que a regionalização é uma oportunidade de desenvolvimento mais harmonioso do País”, disse André Martins, defendendo que os sucessivos adiamentos do processo se traduziram numa “oportunidade perdida”.

Para o autarca, o processo de regionalização já deveria ter avançado há muito tempo, mas tem sido sucessivamente adiado e a demora é agravada pela opção do Governo de avançar antes com a descentralização para os municípios e só depois criar as regiões.

“É uma daquelas situações em que se aplica o ditado popular `andar com o carro à frente dos bois´. Primeiro criavam-se as regiões, fazia-se a descentralização e só depois é que se descentralizava do nível regional para o local”, acrescentou.

Para André Martins, “um poder regional eleito com competências próprias é naturalmente um poder regional forte mais próximo dos territórios, das populações e cooperante com os municípios”.

 

GR / Lusa

 

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