21 Janeiro 2022, Sexta-feira
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Ministro Eduardo Cabrita demitiu-se

O governante ainda defendeu que a decisão do Ministério Público em acusar o seu motorista de homicídio por negligência, no acidente que vitimou um trabalhador na A6, em Junho último, “é o Estado de direito a funcionar”. Mas, horas depois pediu a demissão

 

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O ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, demitiu-se hoje, na sequência da acusação de homicídio por negligência do Ministério Público ao seu motorista pelo atropelamento mortal de um trabalhador da autoestrada A6, em Junho deste ano.

Antes, nesta sexta-feira, o presidente do Chega considerara que Eduardo Cabrita tinha de demitir-se já do cargo ministerial e que se isso não acontecesse o primeiro-ministro seria “cúmplice” da actuação política do seu “amigo”.

A posição foi transmitida por André Ventura em conferência de Imprensa, depois de aludir ao despacho de acusação do Ministério Público, segundo o qual o motorista do carro onde seguia o ministro da Administração Interna e que atropelou mortalmente um trabalhador na A6 é acusado de homicídio por negligência.

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Numa primeira reacção à decisão do Ministério Público, Eduardo Cabrita alegou que, nesse acidente, era “só um passageiro” e defendeu que dedução da acusação “é o Estado de direito a funcionar”.

Perante esta posição do ministro da Administração Interna, André Ventura declarou: “A paciência esgotou-se”.

“Eduardo Cabrita tem de demitir-se já do cargo de ministro da Administração Interna, não pode chegar ao dia das eleições legislativas de 30 de Janeiro. Se não se demitir, deve ser António Costa a demiti-lo. E se António Costa não o fizer fica a suspeita que não o fez por Eduardo Cabrita ser seu amigo”, afirmou o deputado e líder do Chega.

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Natural do Barreiro, Eduardo Cabrita, 60 anos, acabou mesmo por apresentar a demissão do cargo que assumiu em 2017.

Hoje, depois de ter conhecido a decisão do Ministério Público, o até então ministro da Administração Interna disse que era “passageiro” quando o carro em que seguia provocou um acidente mortal na A6, sublinhando que “o esclarecimento dos factos tem de ser feito” sem cair num “repugnante aproveitamento político de uma tragédia pessoal”.

“Eu sou passageiro. É o Estado de direito a funcionar. Temos de confiar no Estado de direito, ninguém está acima da lei”, disse aos jornalistas Eduardo Cabrita, ao ser questionado sobre o despacho de acusação do Ministério Público visando o motorista do automóvel em que seguia o ministro.

Eduardo Cabrita falava à margem da visita que efectuou às instalações do posto da Guarda Nacional Republicana (GNR) de Lagos, no Algarve.

Na opinião do ministro, “é nesta fase que se irá permitir esclarecer as condições em que ocorreu o acidente”, reafirmando “a confiança nas instituições que funcionam num Estado de direito”.

“Estamos a falar de um atravessamento de uma via não sinalizada. Portanto, as condições do atravessamento da via têm de ser esclarecidas no quadro do acidente”, apontou.

De acordo com uma nota publicada na página da Internet do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Évora, o MP deduziu acusação, requerendo o julgamento por tribunal singular, contra um arguido, o condutor do veículo automóvel interveniente num acidente de viação ocorrido na A6, no dia 18 de Junho de 2021.

O MP imputa ao condutor, “a prática, em concurso, de um crime de homicídio por negligência e de duas contra-ordenações”, lê-se na nota.

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