21 Janeiro 2022, Sexta-feira
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Municípios de Setúbal, Palmela e Sesimbra vão aumentar pressão pelo Hospital de São Bernardo

Autarcas preparam fórum para juntar municípios, profissionais de saúde e comissões de utentes contra a falta de respostas do Governo ao hospital

 

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Os municípios de Setúbal, Palmela e Sesimbra estão a preparar a criação de um fórum informal para juntar as autarquias, os profissionais de saúde, através dos seus representantes, e as comissões de utentes, na exigência de respostas para os problemas de saúde nestes três concelhos, com destaque para o Centro Hospitalar de Setúbal (CHS).

A informação foi revelada a O SETUBALENSE por André Martins, o presidente da Câmara de Setúbal, que está a liderar esta iniciativa e disse ter já a concordância dos presidentes das câmaras de Palmela e Sesimbra.

“Não havendo respostas, passados meses após tomadas de posição drásticas [demissões de directores no Hospital de São Bernardo], não podemos esperar mais. É preciso pressionar quem tem a responsabilidade de resolver o problema”, sustenta o autarca da CDU.

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O fórum que está a ser criado pretende envolver as autarquias – municípios e freguesias – dos três concelhos, que constituem o núcleo central da área de influência do CHS, os médicos, enfermeiros e assistentes operacionais dos hospitais e centros de saúde, para “tomar medidas”.

André Martins não quer antecipar-se às decisões que terão de ser tomadas pelo conjunto dos membros do futuro grupo, mas admite que, além do debate público, sejam promovidas actividades de protesto, como petições e ou manifestações.

“O objectivo é pressionar para que se tomem medidas e não permitir que a situação no hospital continue a agravar-se, como tem vindo a acontecer, de dia para dia”, diz.

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Esta atitude mais “musculada” por parte dos autarcas surge depois de o primeiro-ministro não ter correspondido ao pedido de reunião que André Martins fez há mais de um mês.

António Costa respondeu que remeteu o assunto para a ministra da Saúde. Uma resposta que não satisfaz o autarca, uma vez que, em reunião anterior com Marta Temido, o executivo municipal de Setúbal concluiu que a solução para o hospital de Setúbal já não dependente desta governante, mas do Ministério das Finanças.

O autarca de Setúbal escreveu ao primeiro-ministro para que o chefe de Governo “desbloqueasse a situação”, nomeadamente através do reforço de pessoal do hospital e da sua reclassificação, que permitiria maior orçamento, mas, perante o fracasso desta tentativa, concluiu que o poder local tem que tomar uma “iniciativa política”.

“A Câmara Municipal de Setúbal não pode ficar indiferente” à falta de respostas aos problemas do CHS, justifica André Martins. A primeira reunião do fórum deve ter lugar dentro de duas semanas.

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