2 Dezembro 2021, Quinta-feira
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PSP abre inquérito após disparos para cessar desordem no final do Olímpico x Vitória B

A PSP instaurou um inquérito disciplinar para apurar se os disparos de arma de fogo para o ar, devido a uma desordem ocorrida este domingo no final do jogo de futebol entre Olímpico do Montijo e Vitória B, cumpriram a legislação e regulamentação interna.

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“Foi aberto um inquérito disciplinar para averiguar se os recursos a arma de fogo cumpriram com a legislação e regulamentação interna aplicáveis”, indicou o Comando Distrital de Setúbal da PSP, em comunicado enviado à agência Lusa.

A desordem ocorreu no campo da Liberdade, no Montijo, após o final do jogo entre o Olímpico do Montijo e a equipa B do Vitória do Setúbal, em partida da sexta jornada da 1.ª Divisão Distrital da Associação de Futebol de Setúbal, que terminou empatado (0-0).

Segundo a Polícia de Segurança Pública (PSP), a situação envolveu “agressões entre diversos cidadãos que participavam no evento desportivo, incluindo adeptos das duas equipas, que invadiram o campo”.

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“O efectivo policial destacado no local, para garantir a segurança do evento desportivo, interveio imediatamente para terminar os desacatos e as agressões em curso”, sublinhou a força de segurança.

Durante a intervenção policial, indicou a PSP, “três polícias produziram disparos de advertência, com arma de fogo, para o ar”, tendo sido “possível fazer cessar a desordem e as agressões e repor a ordem pública no recinto desportivo”.

“Da acção policial, incluindo dos disparos produzidos, não resultaram ferimentos nem danos”, assinalou.

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Estes incidentes, de acordo com a PSP, vão também ser reportados às “autoridades competentes, quer desportivas, quer judiciais”.

Nos dois vídeos a que a Lusa teve acesso são audíveis e visíveis vários disparos para o ar efectuados pelos agentes da PSP para pôr cobro às agressões que se verificavam entre jogadores e alguns adeptos, que invadiram o campo.

“As agressões referidas foram registadas em vídeo, chegaram ao conhecimento da PSP e foram amplamente difundidas por diversos órgãos de comunicação social”, é assinalado ainda no comunicado da polícia.

Treinadores com versões diferentes

Os treinadores de Olímpico do Montijo e Vitória de Setúbal B apresentaram visões diferentes sobre a actuação da polícia.

À Lusa, Paulo Martins, treinador do Vitória de Setúbal, considerou que caso não tivessem sido feitos os disparos para o ar pelos agentes da autoridade, para pôr cobro aos desacatos, as consequências poderiam ter sido piores.

“Se a polícia não desse aqueles tiros para acabar a confusão, teria sido muito pior. Se calhar deviam era ter evitado que as pessoas tivessem entrado dentro do campo”, disse.

Opinião diferente tem Marco Bicho, treinador do Olímpico do Montijo, que não poupa críticas à àctuação das autoridades.

“Às vezes as equipas no final do jogo perdem um bocadinho o controlo emocional. Jogadores, treinadores e directores juntaram-se um bocadinho e houve um conflito, umas agressões. Depois disso, a polícia perdeu o controlo”, afirma.

O técnico dos montijenses lamenta que uma situação como a que aconteceu tivesse tido as repercussões que teve.

“Coloco uma questão: em inúmeras situações em que os jogadores se ‘pegam’ alguém já viu uma coisa destas em algum lado? Até com agressões piores que aquela, ninguém viu a polícia dar 10 tiros para o ar”, referiu.

Questionado sobre as razões que levaram a que os ânimos se descontrolassem após o apito final do árbitro, o técnico dos vitorianos, Paulo Martins, deu a sua versão dos acontecimentos.

“Quando acabou o jogo, em que o árbitro deu cinco minutos de compensação, fui cumprimentar um jogador adversário que me disse que éramos nojentos porque tínhamos feito antijogo. Um adjunto da equipa adversária chegou perto de mim e empurrou-me e depois disso caiu toda a gente em cima de mim”, relatou.

O timoneiro dos sadinos explicou que foi nessa altura que alguns adeptos que assistiram à partida na bancada do campo da Liberdade invadiram o relvado.

“Os adeptos saíram da bancada e invadiram o campo para me bater. Um deles deu um soco num jogador meu e as coisas descontrolaram-se ainda mais. Os jogadores começaram todos à ‘porrada’, contou.

Marco Bicho, do Olímpico do Montijo, reconhece que o que aconteceu deveria ter sido resolvido de outra forma por todos os intervenientes, autoridades incluídas.

“As agressões que existiram é sempre uma situação criticável, mas se não tivesse havido a actuação desproporcional que houve da polícia não teria estas proporções”, considerou.

Paulo Martins garantiu estar de “consciência tranquila” porque não acicatou os ânimos, tendo se mantido afastado da zona em que os desacatos se verificaram.

“Acusaram-me de ter cuspido e de ter feito gestos obscenos para a bancada no final do jogo. Não fiz nada e quem for honesto e estava lá pode confirmá-lo. Nas imagens vê-se que estou no meio-campo sozinho, enquanto os jogadores estão à ‘porrada’ e a polícia aos tiros”, disse.

De forma a prevenir mais incidentes, a PSP escoltou o autocarro que transportou a equipa sadina desde o campo da Liberdade até à entrada na autoestrada.

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