17 Outubro 2021, Domingo
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Presidente da Câmara de Setúbal defende nova classificação para o Hospital de São Bernardo

Recém-eleito garante que, apesar das actuais “dificuldades”, Centro Hospitalar está a funcionar “com qualidade”

 

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O presidente da Câmara Municipal de Setúbal, André Martins, defende que as condições de funcionamento do Hospital de São Bernardo ficariam melhores se se procedesse à reclassificação da unidade hospitalar, assim como ajudaria a ultrapassar a situação de ruptura.

Actualmente classificado como de nível C, que corresponde a hospital distrital, o Centro Hospitalar de Setúbal (CHS), a passar para a categoria D, de hospital especializado, passaria a poder contar com uma receita acrescida de cerca de dez milhões de euros.

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Isto, apenas no que diz respeito à compensação inerente ao pagamento de actos médicos. No entanto, o recém-eleito pela CDU afirmou hoje, depois de reunir com o presidente do conselho de administração, Manuel Roque, e com o director clínico demissionário, Nuno Fachada, que o Hospital de São Bernardo “está a funcionar e com qualidade”, apesar do pedido de demissão de 87 médicos.

“O hospital está a funcionar, os profissionais da saúde estão cá, está-se a prestar o melhor serviço, de grande qualidade, mas existem aqui dificuldades”, confessou.

“É por isso que estamos empenhados em que, quem tem responsabilidades [Governo] as possa assumir e resolver estes problemas”, acrescentou o autarca setubalense.

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A “ampliação do Hospital de São Bernardo”, principal unidade de saúde do CHS, “e a criação de condições para que os serviços tenham os profissionais necessários”, foram duas das prioridades por si enunciadas.

Sobre a “subida de nível” da classificação, disse ainda possibilitar a “criação de melhores condições, designadamente na facilidade da contratação”, assim como teria efeitos na atractividade e na capacidade do hospital para fixar jovens médicos.

Confrontado com a notícia avançada pelo Ministério da Saúde, de que a unidade hospitalar vai receber mais dez médicos, André Martins considera que não serão suficientes.

“O que nos é dito é que isso não é suficiente porque ao longo de anos deixou de se investir nos profissionais que foram aqui formados e que, quando chegam ao final da formação, saem do hospital. Não havendo a garantia da continuidade desses médicos, e havendo outros que vão chegando ao limite de idade, começa a haver dificuldades de garantia da [sua] continuidade e do nível que temos tido até aqui na prestação dos serviços de saúde”, afirmou.

Com Lusa

Condições Dez médicos onde faltam “dezenas” é “migalha”

A contratação de novos médicos é essencial para repor a capacidade de resposta do Centro Hospitalar de Setúbal (CHS), mas os dez referidos pelo secretário de Estado Adjunto e da Saúde são manifestamente poucos, diz Nuno Fachada, director clínico demissionário.

Nuno Fachada, director clínico demissionário do Hospital de São Bernardo

“É evidente que é insuficiente, só por si é quase uma migalha”, comenta, cujo diagnóstico é de agravamento da carência de clínicos. “Continua o plano inclinado de agravamento, isto continua a piorar”, disse o responsável no final da reunião com o presidente da Câmara Municipal.

Nuno Fachada destaca que “a geração dos médicos mais antigos está, neste último esforço, a tentar chamar a atenção, porque é a última oportunidade” para inverter a situação.

Pelas contas do responsável clínico faltam “algumas dezenas de médicos”, embora o número seja relativo porque depende dos médicos que forem contratados e das suas especialidades.

O CHS conta actualmente com 267 especialistas do quadro, 135 internos da especialidade, 32 internos do primeiro ano, 104 tarefeiros individuais e um “sem número” de prestadores através de empresas de contratação de médicos.

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