17 Outubro 2021, Domingo
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Fernando José relaciona “desinvestimento do Governo PSD/CDS” com situação dramática do Hospital de Setúbal

Socialista diz que foi o actual Governo quem “encarou e decidiu avançar” para a resolução “do problema que se arrasta no tempo

 

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O vereador da Câmara Municipal de Setúbal eleito pelo Partido Socialista (PS), Fernando José, relaciona o “enorme desinvestimento do Governo do PSD/CDS no Serviço Nacional de Saúde [SNS]”, com a actual situação dramática vivida no Centro Hospitalar de Setúbal.

“O Hospital de São Bernardo tem dois problemas estruturais, que se têm arrastado no tempo: a falta de espaço, nomeadamente na questão das urgências, e de recursos humanos, maioritariamente de médicos”, enumerou o também deputado à Assembleia da República a O SETUBALENSE.

A acompanhar “desde a primeira hora a situação”, confessa estar “realmente preocupado com a falta de médicos”, algo que não “é apenas um problema em Setúbal, mas também a nível nacional”.

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“É preciso dar uma resposta e é nesse sentido que o Governo já assumiu que vai ter um reforço de médicos – referindo-se à recruta de dez novos médicos de várias especialidades -, mas que, apesar de não ser para já suficiente, é aquilo que é possível fazer-se actualmente”, referiu.

Contudo, Fernando José faz questão de salientar que “se se comparar o reforço do pessoal médico entre 2015 e 2021 no Hospital de Setúbal, verifica-se que, em algumas especialidades, houve um aumento de profissionais”.

“É claro que a situação actual é grave para serviços que já estão a trabalhar no limite, mas há especialidades que foram reforçadas”, acrescentou.

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Aliada à “saída de médicos nos últimos tempos”, o vereador socialista explicou que “a pandemia de covid-19 também veio piorar a situação”. “Não podemos esquecer o enorme desgaste que a pandemia provocou no SNS e, portanto, é preciso dar uma resposta afirmativa, assertiva e que vá ao encontro das justas reivindicações da população, mas também dos profissionais de saúde”.

Questionado sobre a recente demissão em bloco da direcção clínica, directores de serviço e de departamento, coordenadores de unidade e comissões e ainda chefes de equipa de urgência, o deputado confessa não saber “se terá sido uma demissão ou uma manifestação de solidariedade para com o director clínico [Nuno Fachada] demissionário”.

“Durante esta semana teremos audições na Assembleia da República e só aí é que irei perceber se estamos perante demissões ou actos de solidariedade”, justificou.

Sobre as obras de ampliação da unidade hospitalar, confessa estar “completamente descansado”, uma vez que “o concurso para a empreitada vai ser lançado a nível internacional nos próximos dias”.

Este passo, explica, apenas foi possível porque “o Governo do Partido Socialista, quando tomou posse, encarou o problema e decidiu avançar para a sua resolução”. “Poderemos sempre dizer que levou tempo de mais, é verdade, mas iremos caminhar rumo à resolução de um problema infra-estrutural.

Aquilo que está a acontecer é lamentável e não pode acontecer numa cidade que é capital de distrito”, afirmou. Sobre o atraso no lançamento do concurso, diz que “o projecto teve de ser revisto”.

“O próprio Tribunal de Contas obriga a que essa revisão seja validada, o que levou ao atraso”, justificou. Recordou, em seguida, que “o Ministério da Saúde assumiu já que o novo edifício das urgências estará concluído em 2023”.

“É importante porque o Hospital de Setúbal dá também resposta às populações de Palmela e Sesimbra”, salientou, acrescentado que seria também importante “rever o modo de financiamento do hospital, ao passar a ser classificado como o ‘modelo D’”.

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