22 Outubro 2021, Sexta-feira
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Município está perto de adquirir a antiga fábrica Soberana

Objectivo passa pela construção de habitação a custos controlados e pela reconversão do Bairro da Barrosa

 

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A Câmara Municipal do Montijo prepara-se para adquirir à Caixa Geral de Depósitos (CGD) o espaço da antiga fábrica Soberana, na Rua José Mundet, onde pretende construir habitação a custos controlados e rendas acessíveis.

As negociações já foram iniciadas e Nuno Canta acredita num desfecho feliz. “Contactámos a CGD para podermos chegar a acordo, mediante a avaliação do terreno por parte de uma entidade independente a contratar pela Câmara Municipal. Depende agora do valor que apresentarem. Se irá ao encontro do valor da avaliação. Mas estamos mais para comprar do que para desistir”, disse o presidente da Câmara do Montijo.

O interesse no imóvel está directamente ligado à Estratégia Local de Habitação (ELH) do Montijo, que, realça o socialista, “foi aprovada na última quarta-feira pela Assembleia Municipal por maioria (com a abstenção da CDU) e que prevê a construção de habitação a custos controlados e rendas acessíveis”.

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“Precisamos de espaço físico para desenvolvermos essa habitação. A antiga fábrica da Soberana acrescenta à aquisição da antiga fábrica do Izidoro – a qual constituiu um dos melhores senão mesmo o melhor negócio da história do município e que também servirá esse objectivo”, explicou.

O autarca realça que a compra dos dois espaços acaba por servir ainda um outro propósito. “É que estamos a adquirir imóveis que eram de antigas fábricas para iniciarmos também alguma reconversão urbanística de bairros”, frisou, antes de exemplificar. “A antiga Izidoro irá dar impulso significativo à recuperação e modernização do Bairro da Calçada. Com a Soberana vamos reconverter o Bairro da Barrosa”, resumiu, ao mesmo tempo que confessa esperar ver as duas intervenções do município a serem “acompanhadas pelo interesse de privados”

Os “grandes projectos” dos próximos mandatos

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Para já, tendo em vista a construção de habitação a custos controlados e rendas acessíveis, a autarquia está a trabalhar no sentido de concorrer às verbas do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). “A ELH já permite aceder ao Programa 1.º Direito e o PRR vai disponibilizar aos municípios das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto verbas significativas para a execução deste tipo de habitação. O programa vai decorrer entre 2022 e 2027 e temos de estar preparados”, lembrou. E, ao mesmo tempo, não tem dúvidas ao afirmar que as intervenções nas antigas Izidoro e Soberana vão ser “os grandes projectos” do município nos próximos mandatos.

A conclusão da reconversão de ambos os espaços é, para já, calculada em 24 milhões de euros. “Para a antiga Izidoro estimamos um investimento de 16 milhões de euros, com financiamento do PRR e do 1.º Direito. Para a a antiga Soberana estamos a falar em oito milhões de euros. Mas, estes são valores estimados muito por alto, ainda assim com alguma probabilidade de virem a verificar-se”, aponta Nuno Canta, que vinca ainda a importância da ELH.

“A habitação é um direito fundamental constitucional e consagrado, a base de uma sociedade coesa e o alicerce a partir do qual os cidadãos constroem as condições que lhes permitem aceder a outros direitos, como a educação, a saúde ou o emprego”, concluiu.

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