27 Novembro 2021, Sábado
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Inês de Medeiros afirma contas do mandato como as melhores de sempre no município de Almada

A presidente socialista diz que o executivo PS/PSD soube seguir o caminho do investimento mesmo em tempos de pandemia

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O Orçamento Municipal da Câmara de Almada relativo a 2020 “teve um valor final de 142,8 milhões de euros”, anunciou a presidente do executivo almadense, Inês de Medeiros, na Assembleia Municipal de 18 de Junho, que aprovou o documento com os votos contra da CDU e BE. Montante que representa “o maior de sempre na história do município”, tendo o mesmo acontecido na “sua execução”, avaliou.

A autarca socialista apresentava assim a Prestação de Contas da Câmara Municipal de Almada referente ao ano passado, e não poupou em críticas sobre a herança deixada pelos anteriores mandatos da CDU, nomeadamente na área do urbanismo. “Existe um problema grande na habitação [pública] que herdámos. Houve uma apatia de desresponsabilização da autarquia”, perante isto, o actual executivo PS/PSD “construiu respostas para esta grave necessidade”, disse.

Depois de elencar as várias áreas em que o executivo interveio, caso de obras públicas, escolas, saúde, apoios à cultura e desporto, ao movimento associativo e, ainda, em programas como o Plano Almada Solidária para dar resposta às famílias nestes tempos de pandemia, Inês de Medeiros, sem nunca se referir directamente à CDU nem a qualquer outro partido da oposição, apontou que o actual mandato teve “imensas premonições negras, mas todas foram desmentidas”. Ao que acrescentou: Não se avança olhado para o passado. Haverá sempre aqueles que tentam capitalizar as dificuldades em vez de unir esforços para as superar”, e mais ainda: “Alguns continuam a olhar para este território como a sua coutada, e não a terra de um povo livre e democraticamente maduro”.

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E em jeito de visão sobre as próximas autárquicas, vaticinou que “os almadenses sabem porque vêem a diferença e sentem o trabalho efectuado, e não esquecem”.

Um trabalho em que o mandato liderado pelo PS/PSD teve como contracorrente a pandemia que obrigou a “mudar planos, prioridades e formas de actuação”, quadro este que “teve de ter resposta rápida e eficaz”, quando os almadenses tiveram um “violento impacto na sua vida”. E foram estas respostas, nestes 15 meses de pandemia, que têm “consequências quantitativas” na “apresentação das contas”, comentou a autarca.

“Não incluindo o saldo de gerência do ano anterior (2019)”, a execução “foi de 93,3 milhões de euros”, o que se traduz em menos 3,9%, ao mesmo tempo que se verificou uma “quebra de receita de 9,3% em receita fiscal em relação a 2019”. Já quanto à despesa, indicou a presidente da autarquia que “foram executados 113,2 milhões de euros, ou seja, 103% do orçamento inicial e 79,3% do orçamento final com inclusão do saldo de gerência”.

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“Se analisarmos as duas componentes, concluímos que aqui se reflecte o trabalho directo com os cidadãos”, comenta Inês de Medeiros que acrescenta: “Os números demonstram que cumprimos o nosso compromisso e, apesar deste momento conturbado que todos vivemos, não tivemos uma política de retracção, e não deixámos de investir nas pessoas e no território, e não diminuímos nos apoios nem nas transferências”.

As contas apresentadas pela presidente registam ainda um “crescimento de 117% na despesa de capital”, em relação a 2019, com um “valor total de 39,3 milhões”. Quanto ao investimento, “aumentou 56%”, tendo ascendido a “34,5 milhões de euros”, o valor “mais alto de sempre”, afirma.

Já quanto à percentagem de investimento em relação ao total das grandes opções do plano, “demonstram igualmente esta tendência representando 30% do total”, portanto “mais 4% que em 2019”. Isto quando o plano plurianual de investimento do município representou “uma execução de 74% face ao previsto”.

Relativamente à divida do município, as contas apresentadas por Inês de Medeiros indicam que “desceu 6% e o limite da dívida municipal cresceu 12 milhões de euros”, o que significa “mais 7,8% que em 2019”.

Miguel Salvado afirma que Serviços Municipalizados de Água e Saneamento reforçaram independência financeira

 

Os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) de Almada tiveram como resultado líquido, referente a 2020, um montante de 482 mil e 440 euros, o que significa uma “independência financeira superior ao que tinha em 2019”, contabiliza o vereador Miguel Salvado, administrador executivo deste órgão.

“Estes resultados expressão um dos melhores exercícios de sempre dos SMAS de Almada”, avalia.

O mesmo período corresponde ainda à “maior linha de financiamento” através do Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos, o que “permite criar uma nova zona de medição e controlo”, assim como “a melhoria de manutenção e gestão da rede”.

Referiu ainda o vereador que os SMAS de Almada continuam a verificar um aumento de clientes, tendo sindo o mesmo identificado em mais 0,32%.

Em resposta aquilo que diz ter vindo a ouvir como acusatório de os SMAS não terem estratégia, o vereador eleito pelo PSD garante que, para além das intervenções executadas e a decorrer, estão “mais de trinta obras previstas”, e acrescenta: “Sabemos, tal como os nossos técnicos, onde queremos intervir”.

 

 

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