22 Setembro 2021, Quarta-feira
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Vereação PS vota contra Relatório de Gestão e Contas da Câmara e acusa Rui Garcia de falta de soluções

Socialistas acusam CDU de colocar Moita à margem do desenvolvimento

 

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Os vereadores eleitos pelo PS na Câmara da Moita consideram que 2020 foi “um ano de especial exigência, para todos, desde o sector privado até ao público, seja o Governo ou as autarquias”, afirmam na declaração de voto apresentada aquando da discussão do Relatório de Gestão e Contas do município, justificando posteriormente os motivos que estiveram na origem do voto contra aquele documento.

Os autarcas afirmam ter lembrado, desde a primeira hora, que estariam ao dispor da autarquia “para colaborar em tudo o que for necessário”, tendo manifestado o seu “empenho em contribuir para este esforço colectivo”. Todavia, em comunicado, referem que o presidente Rui Garcia “optou por seguir orgulhosamente só, com os seus, e aqueles que sustentam esta maioria quer pela acção ou pela inacção”, criticam.

Os socialistas destacam que neste ano sobre o qual se debruça o Relatório e Contas, há a “destacar o esforço de colaboração entre todos os agentes de saúde pública, protecção civil, trabalhadores da área social e […] de sectores essenciais, que correndo riscos acrescidos, se colocaram e continuam a colocar, diariamente, ao serviço dos outros, dando o seu melhor para garantir o bem-estar de todos”, ressalvam.

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No que diz respeito às contas, os vereadores do PS dizem “acreditar” que “estão correctas”. No entanto, relativamente ao Relatório da Actividade, consideram que “está elaborado de forma a dar suporte a uma gestão política fortemente vincada pela estratégia e opções de uma parte do executivo”, e que se distanciam daquelas que o PS “defende para um concelho melhor”.

No mesmo documento, os vereadores da oposição consideram que, durante o período em análise, “ficou patente através desta prestação de contas do que foi executado” e acusam a CDU de apostar em opções que colocam o município “à margem do desenvolvimento” e a sua “incapacidade de apresentar soluções”, resultando, a título de exemplo, “na perda de investimento previsto” no que toca ao “desassoreamento” do cais de Alhos Vedros.

Para os eleitos socialistas, a Moita necessita de “mais e melhor” investimento, que proporcione “progresso” e a “qualidade de vida que ambicionamos”, contrariando assim o envelhecimento demográfico e o êxodo de jovens do território, fugindo à logica de concelho “dormitório” e à “falta de atractividade e emprego”. Perante o documento, realçam que mantiveram a avaliação de anos anteriores e que, por essa razão, decidiram votar contra.

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