22 Janeiro 2022, Sábado
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Governo liberta 1,8 milhões de euros para Hospital de São Bernardo avançar com obras de ampliação

Vereador da Saúde da câmara sadina diz que é importante continuar alerta para que não hajam recuos no processo

 

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As obras de ampliação do Hospital de São Bernardo estão cada vez mais próximas de ser uma realidade, com o Governo a libertar a primeira tranche no valor de 1,8 milhões de euros para o seu arranque.

A empreitada, que contempla a construção de um novo edifício no actual parque de estacionamento da unidade hospitalar, tem um custo global previsto de 17,2 milhões de euros, valor inscrito no Orçamento de Estado de 2021.

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Em comunicado, o Centro Hospitalar de Setúbal (CHS) explica que o “novo edifício terá uma área bruta de construção de 13 mil e 350 metros quadrados e 4 mil e 730 metros quadrados de exteriores”. Contudo, está igualmente prevista, “além de um piso de estacionamento, a construção de mais três pisos sem prejuízo de no futuro, se puder equacionar a possibilidade, já viabilizada nas actuais estruturas, de ampliação em altura do imóvel”.

O próximo passo passa pela submissão a concurso público internacional. Este é um projecto há muito reivindicado pelos autarcas e forças políticas da região, assim como pelos trabalhadores e população do concelho.

No passado mês de Abril, José Poças, director do Serviço de Infecciologista do Hospital de São Bernardo, defendeu numa audição da Comissão Parlamentar de Saúde que esta luta, levada a cabo “há 30 anos”, é desenvolvida “pela dignidade do exercício profissional”. “Mas, sobretudo, é pelo acesso aos cuidados de saúde da população que servimos e que vai muito além daquilo que era a área de referenciação (Palmela, Sesimbra e Setúbal)”, disse, salientando que o Hospital de São Bernardo também serve a população do litoral alentejano.

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Neste encontro, os directores de serviço do Centro Hospitalar de Setúbal defenderam igualmente a sua reclassificação, uma vez que dizem ter uma diferenciação muito superior à que lhe está atribuída. “A reclassificação do Hospital de São Bernardo – que, juntamente com o Hospital Ortopédico do Outão, integra o CHS – permitiria que os actos médicos fossem pagos a um valor superior, idêntico ao que é pago em outros hospitais, e que, segundo José Poças, representaria um valor na ordem dos 11 milhões de euros.

Vereador da Saúde diz que passo é fundamental mas mantém-se alerta

Para Ricardo Oliveira, vereador com o pelouro da Saúde na Câmara Municipal de Setúbal, este “é um passo fundamental”, mas é importante continuar-se alerta para que não hajam recuos no processo, “como já aconteceu em outros momentos”.

“Não vamos ficar passivos a aguardar por este projecto. Vamo-nos manter activos. Para que a ampliação do Hospital de São Bernardo seja uma realidade, é importante que a população de Setúbal continue a fazer muita pressão”, explicou a O SETUBALENSE, após terminada a reunião de câmara de quarta-feira.

Em seguida, reforçou: “Este passo só aconteceu porque houve uma pressão política tremenda, onde os trabalhadores em geral estiveram muito envolvidos também. Onde a administração tem estado empenhada e que se não fossem todas estas pressões, provavelmente ainda se estaria a aguardar a oportunidade”.

Por este motivo, considera ser imperioso “acompanhar-se e estar-se atento ao seu desenvolvimento, continuando nesta linha de pressão política”. “A ampliação do hospital é necessária também para que este consiga continuar a exercer as suas valências e as suas competências com melhores condições”, concluiu.

Com Lusa

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